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Taylor Swift, '1989'

  Nos primeiros segundos do novo álbum de Taylor Swift – o quinto trabalho de sua carreira, também o mais consistente desde então –, surgem teclados ao velho estilo A-ha do álbum Hunting High and Low , de 1985, e um certo estilo Madonna dos primeiros álbuns nos anos 1980, contendo muitos teclados doces. Por mais que existam batidas eletrônicas, a sua sonoridade herda os momentos mais infalíveis e fantásticos da década de 1980, que é a influência de 1989 : o ano na qual Swift nasceu, mas também colocando a visão de todos que seu novo trabalho foi inspirado através desta época. Vamos voltar ao tempo! Em "Black Space", a sua abordagem soa mais atual, contendo uma profundidade linda e perfeita para a faixa. Swift brinca com a sua voz ideal em meio a muitos coros que estão gravados na música, contrastando com os teclados que deixam o ambiente musical perfeito e solido. Voltando aos anos 1980, eu ouço Madonna e A-ha na voz de Swift no som de "Welcome to New York", ...

Interpol, 'El Pintor'

Esta banda tem o talento de criar discos de sons conflituosos e caóticos. El Pintor é uma Parede Sonora misturada com o rock britânico levado a sério do Arctic Monkeys, Franz Ferdinand e Muse. As suas 10 faixas soam como mega explosões prontas a entrarem em seus ouvidos. São amplificadores, teclados e órgãos apocalipticos envolvidos em músicas como "All the Rage Back Home", que abre o quinto álbum do power trio americano. Conclusivamente, existem coisas boas aqui, nas quais a guitarra é um ponto forte no conteúdo de sua música. Levando em conta as sonoridades de seus materiais lançados no passado – Turn on the Bright Lights , de 2002, e Antics , de 2004 – El Pintor continua sendo primordial por seu som original e sem imitações. Seu som é limpo, porém é bastante barulhenta em termos de efeitos sonoros. Em "My Desire", os vocais do líder do grupo, Paul Banks, soam completamente abafados como se a canção estivesse tocando em uma rádio antiga, e assim está bem m...

Jack White, 'Lazaretto'

Lazaretto – segundo trabalho solo de Jack White – é um esboço muito mais pesado, sujo e andrógino de Jack White: é o que mostra a faixa-título, uma mistura de rock galático-espacial, colocando uma série de distorções à lá Jimi Hendrix em sua guitarra. Blunderbuss era muito mais algo sensível e estranho que se transformou em algo genial, considerando uma estreia solo, mas Lazaretto traz Jack White em um momento de intimidade com "ele mesmo". Contudo, percebo toda a sua sensibilidade às influências que o rodeiam. Tudo completa com canções que só o próprio White seria capaz de criar, misturando uma espécie de doo-wop masculino ("Would You Fight For My Love?") em seu rock & roll. É de se surpreender com tamanha eficiência e equilíbrio. Com tantas coisas malucas que permeiam pelo novo álbum de White, ele canta de forma mórbida, o que parece meio gótico, mas aqui eu me lembro de Jimi Hendrix, e não tem como não se lembrar do mestre que reinventou a forma ...

U2, 'Songs of Innocence'

Não existe nenhuma banda como o U2. Comercialmente, o nome da banda é uma das propagandas que mais vendem, além de sua música se tornar dinamicamente forte e duradoura ao decorrer dos anos. Songs of Innocence  marcou um novo som, uma nova etapa da banda de Dublin, Irlanda. Eles estão longe de serem aqueles garotinhos que estavam prontos para o underground e tudo o que ouvimos nestas 11 faixas são a mais nova criatividade diferenciada inexistente nos materiais anteriores – contendo um pouco de The Joshua Tree , de 1987, e Achtung! Baby , de 1991 – e voltando aos momentos de descoberta nos anos 1980, com discos como War , de 1983, e The Unforgettable Fire , de 1984. Mas o que mais me chamou atenção foi a sua estranheza, ou melhor, a sua diferenciação sonora. Dentro disso, Songs of Innocence é o primeiro álbum em cinco anos demorados em que a banda esteve parada – dois anos inteiros para completar e elaborar este trabalho. Contudo, o nome do álbum foi tirado de uma coleção de p...

Tom Petty & the Heartbreakers, 'Hypnotic Eye'

Com uma expectativa notável, Tom Petty é um artista que sempre tenta se reinventar. Desde que este americano surgiu em meados dos anos 1970, o rock & roll estava com as atenções voltadas para bandas hard-rock – como o Aerosmith, a agressividade do Kiss e a teatralidade e extravagância do Queen – mas, desde então, sua sonoridade básica foi conquistando aos poucos os americanos. Foram surgindo seus primeiros discos, que foram se destacando, até que entrou nos anos 1990 já consolidado como um grande artista de sucesso que era, e sua vocação isto na qual estava vivendo. Mas o que Hypnotic Eye tem a ver com isto? As onze faixas deste novo material – seu décimo terceiro álbum com os Heartbreakers e o seu primeiro disco em quatro anos – nos fazem voltar ao tempo. A banda ainda consegue se manter ativa com muito poder, atitude e experiência. Esta experiência é um dos fatores importantes nas quais ajudaram Hypnotic Eye a ser um álbum musicalmente competente. E o exemplo está logo no...

Julian Casablancas + the Voidz, 'Tyranny'

  Fica bastante claro que Julian Casablancas tenta se reinventar a cada novo álbum – seja em seus projetos solo e com os Strokes, banda que o fez ficar conhecido no indie-rock atual. Mas ele não anda tendo sucesso. Para falar a verdade, Is This It , de 2001, e Angles , de 2010, foram os únicos trabalhos – ambos dos Strokes – que ficaram em grande patamar, e isso fez com que ele arriscasse tudo em diferentes estilos. Por um momento pensei que ele iria fracassar, apesar de ele ser irritante, sua música não é tão ruim assim.     Vamos admitir que Casablancas é um homem perdido completamente. Ele não sabe o que quer, e ele fez de Tyranny – seu primeiro álbum em conjunto com o The Voidz – um chute sem inteligência para ver se ele acerta. O estilo sonoro do álbum soa muito eletrônico e tenta esconder o momento ameno com alguns solos de guitarras – me lembro em apenas uma faixa, "Human Sadness". Contudo, percebo uma certa influência do Daft Punk, princip...

Lana Del Rey, 'Ultraviolence'

Três anos depois, Lana Del Rey planta a existência de sua carreira com provocação: em seu primeiro álbum, a cantora simplesmente agiu sem experiência no estúdio, o que pode ser compreendido. Mas aqui soa completamente diferente, porque Ultraviolence é o seu segundo disco e o melhor até aqui, na qual, a cantora aborda de uma forma mais competente a sua vida com um tom provocativo – como sempre. Mas tudo que Del Rey já faz começa a se tornar normal para ela. Atualmente, brigar nas paradas com nomes atuais e pouco mais pesados e experientes como Lady Gaga e verdadeiras crianças, como Miley Cyrus, Del Rey já se mostra mais artista que Cyrus. Grande progresso. Voltando um pouco, em  Born to Die , de 2012, foi um estouro para o público, apesar de conter alguns problemas encontrados no decorrer de seu material. Também, a opinião de dois anos atrás também foi mudada avaliando seu segundo álbum, que por sinal, foi um recomeço e um erro admitido de que Del Rey é um...