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'Golden Hour': A resposta de Kacey Musgraves é arrebatadora

Em seu quarto álbum, a cantora se solidifica como a melhor em seu campo com canções quentes e envolventes Preparem as suas apostas porque Golden Hour , de Kacey Musgraves é o melhor álbum do ano até aqui por inúmeros motivos que me surpreendeu positivamente. Quando falamos da música pop atual, percebemos que o rap lidera a mensagem eficaz para as massas, dificultando a disputa musical dentro das paradas. E quando alguém fora da caixinha chama atenção e toca todos os outros para o escanteio? É exatamente disto que estou falando! Infelizmente não posso simplesmente avaliar seu conteúdo musical, mas suas composições fortes e maduras que deixam disparadamente Musgraves como a principal artista do ano. Sua força criativa e atemporal soa poderoso neste álbum e é de dar um balasso em todo o mundo por sua composição precisa e impecável. Sua retórica vocal e literária é sincera e tem uma história para contar. Em Golden Hour , Musgraves fala da vida em toda sua totalidade sobre como o a...

Lady Gaga volta aos seus melhores anos com 'Joanne'

Quarto álbum solo de Lady Gaga marca uma nova trajetória ao soft-rock O novo álbum de Lady Gaga é muito mais agradável e supera seu clamor pela arte do século 21 fracassada de Artpop : um pop tocado que não foi bem recebido. Mas Joanne é bem diferente de seu antecessor, o que isso explica bem o que Gaga passou nos últimos três anos depois de Artpop . A cantora lançou um álbum experimental com seu grande admirador Tony Bennett, foi indicada para a estatueta de Melhor Canção Original no Academy Awards por sua canção que tinha como temática a violência contra a mulher e se tornou a Lady Stardust na performance tributo a David Bowie no Grammy Awards. O mais interessante é que Gaga consegue se reinventar. Se Born This Way (2011) foi seu topo na carreira, misturando influências com o Queen, Madonna e Bruce Springsteen, Joanne (nome dado de sua vó que morrera de lupus em 1974) é muito mais focado no soul e no country, o que relembra melhor a compositora de folk canadense Joni Mitchel...

The Velvet Underground: Discografia Comentada

Qual foi a banda americana que mais influenciou os futuros grupos de rock britânicos? E quem foi a banda americana mais odiada em sua época e reconhecida como clássica nas décadas seguintes? É óbvio que é o Velvet Underground. Formado em 1964 por Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Angus MacLise, o grupo ficou conhecido pelo seu som pessoal e visionário, nas quais, com as composições sujas de Reed falando de drogas e diversos problemas sociais, o Velvet influenciaria outros artistas de características parecidas. Em apenas cinco álbuns de estúdio, o Velvet deixou seu legado, que acabou se tornando grandioso por antecipar fatores que o punk-rock, a new-wave e as bandas britânicas dos anos 80 – como o Echo & the Bunnymen, The Jesus & Mary Chain, The Smiths e outros – passariam a adotar, tornando o Velvet Underground em um grande mito do rock & roll. O Velvet foi o grupo mais anticomercial de sua época, mas sua música se tornou em uma grande len...

Análise de 'Four'

O One Direction já foi a melhor banda pop do mundo por três anos completos. Tal longevidade não tornaram eles nos Allman Brothers – mas é impressionante para um monte de garotos que cantam. Se qualquer um desses caras abrigarem sonhos secretos de fazerem carreira solo ou se tornar em um ator, ou um executivo de moda, eles se acomodaram em segredo. Eles não parecem ser idiotas. (A equipe de relações públicas de Justin Bieber iria cortar seus dois dedos do meio para esse tipo de consistência).   Não está claro se o título Four seja uma verdadeira referência ao Led Zeppelin, mas o disco está saturado com impressões retrô. Essas músicas dividem a diferença entre o grande pop-rock chamativo e os aromas elegantes dos anos 70 – um movimento muito milenar que não é tão distante do que o álbum Days Are Gone , do Haim, fez em 2013. "Where Do Broken Hearts Go" é uma explosão ao estilo Slippery When Wet de sintetizadores com um coro projetado para detonar tímpanos. "Spaces...

O renascimento de Taylor Swift

Surgida como uma revelação do country-pop, Swift se tornou em uma verdadeira artista Taylor Swift sabe muito bem no que se transformou na música pop. Toda a sua inspiração têm sido perfeitamente colocada e aperfeiçoada de acordo com os seus trabalhos lançados anteriormente. De uma garota simples que cresceu em Reading, Pensilvânia, até a transformação musical no maior do radicalismo e inovação musical, esta grande cantora têm crescido de forma gigantesca, e em seu novo trabalho – denominado 1989 – se tornou impactante, além de mostrar que em todo disco, Swift consegue produzir canções melhores. Na música pop, poucas artistas tem essa honra, sorte, competência e genialidade para transmitir em seus contos sobre romance em músicas equilibradas e álbuns totalmente aclamados, tanto para o público quanto para a imprensa da indústria musical. Taylor Swift, 'Speak Now' (2010) Em sua estréia, Swift veio como uma moça juvenil e cantava músicas sem graça, mas a contradição diss...

Pink Floyd: Discografia Comentada

Visionários, atemporais, marcantes e brilhantes: a carreira do Pink Floyd é definida nesta maneira. Eles começaram a revolução no rock progressivo nos anos 60, quando Syd Barrett formou a banda com Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason tocando rock psicodélico, porque a cena psicodélica estava ganhando força na Inglaterra. Com problemas de LSD, Barrett ficou incapaz de liderar o grupo, ocasionando na sua saída do Pink Floyd, trazendo David Gilmour para substituí-lo, mudando completamente o estilo e o futuro da banda. Sem Barrett, eles enfrentaram uma época difícil, experimentando sonoridades para se reencontrarem. De 1968 até a entrada dos anos 70, o quarteto de rock progressivo se tornou totalmente "curado" de seu passado, mas Barrett estava em seu inconsciente, o que ocasionou com o impacto e a consolidação de seu sucesso com The Dark Side of the Moon (1973), obra-prima que deixou o grupo mais de quatro décadas ininterruptas nas paradas americanas. Com isso, vier...

Nicki Minaj, 'The Pinkprint'

  Nos últimos anos, Nicki Minaj tem chamado atenção de todos não só pelo rap que, para o público, começa a se tornar grande, mas também pela sua beleza física. Minaj conquistou seu público de forma provocante e continua mantendo esta tradição. Talvez seja apenas a forma que Minaj coloca seu público como se fossem marionetes toda vez que ela rebola debochadamente e canta estas letras que fazem apologia à prostituição, sexo e orgias. Eu ainda não consigo ouvir a alma de Minaj, a não ser que esta seja a alma dela.   Minaj tem alguns pontos fortes em The Pinkprint , como em "I Lies": com batidas simples que a cantora narra uma história decepcionante de amor. Não são todas as coisas que beiram ao fracasso, mas me lembro de "Anaconda" – uma ode ao extremo sexual, provocação, prostituição, sexo, órgãos sexuais e orgias – lembrando muito bem como que uma mulher pede para ser diferenciada na luta nas paradas de sucesso com Beyoncé, Lady Gaga, Miley Cyrus – ness...