Pular para o conteúdo principal

Nicki Minaj, 'The Pinkprint'


 
Nos últimos anos, Nicki Minaj tem chamado atenção de todos não só pelo rap que, para o público, começa a se tornar grande, mas também pela sua beleza física. Minaj conquistou seu público de forma provocante e continua mantendo esta tradição. Talvez seja apenas a forma que Minaj coloca seu público como se fossem marionetes toda vez que ela rebola debochadamente e canta estas letras que fazem apologia à prostituição, sexo e orgias. Eu ainda não consigo ouvir a alma de Minaj, a não ser que esta seja a alma dela.
 
Minaj tem alguns pontos fortes em The Pinkprint, como em "I Lies": com batidas simples que a cantora narra uma história decepcionante de amor. Não são todas as coisas que beiram ao fracasso, mas me lembro de "Anaconda" – uma ode ao extremo sexual, provocação, prostituição, sexo, órgãos sexuais e orgias – lembrando muito bem como que uma mulher pede para ser diferenciada na luta nas paradas de sucesso com Beyoncé, Lady Gaga, Miley Cyrus – nesse caso, bem abaixo delas.
 
Da mesma forma que a fórmula de "Anaconda", a escrotice de "Feeling My Self" é uma realidade mais assustadora desse mundo sujo. "Sempre com as mais bonitas, eu faço o melhor sexo oral nos malandros", canta Minaj em uma perspectiva de triunfo na Billboard quase inexistente. The Pinkprint ainda é incompreendido. Somente um milagre para livrar Nicki Minaj.
 
Por Leonardo Pereira


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Soda Stereo: Discografia Comentada

  O rock argentino – chamado de "El Rock Nacional" por lá – encontrou o seu ápice na década de 1980: problemas políticos estavam envolvidos e os artistas da época estavam insatisfeitos com a condição de seu país na economia e na Guerra das Malvinas. Para piorar, o povo estava sendo enganado pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri, que afirmava que a Argentina havia ganho a batalha. Depois de descoberto a mentira, o povo e os músicos da época se voltaram contra Galtieri, que no final das contas, teve que renunciar e sair da Casa Rosada (sede do governo argentino). Foi a partir desse exato momento que o rock dentro da República Argentina começou a ser ouvido e venerado de tal forma que hoje é comparado a paises como Inglaterra e Estados Unidos, onde o rock sempre foi bem afirmado e considerado como arte cultural.  Nesse exato momento, quando o rock começou a reformular seu estilo e ganhar um gênero que se aproximasse da conhecida "música de protesto", e...

'Annabelle 3: De Volta Para Casa': A boneca demoníaca volta para te atormentar

Terceiro filme do universo Invocação do Mal nos entrega uma máquina potente do gênero que envolve o terror com o simplista Com uma mistura de Uma Noite no Museu , o universo de  Invocação do Mal tem chamado atenção pelo terror estiloso e seu principal instrumento, a boneca Annabelle foi a válvula de escape para que filmes solo fossem realizados, explorando ainda mais este universo do terror. Logo que você ver Annabelle 3: De Volta Para Casa , o filme mais convencional dos últimos três que dão nome da boneca demoníaca, seus questionamentos sobre uma boneca de porcelana que é usada como um elo para que o sobrenatural aconteça realmente e se ela é possuída ou não, as suas dúvidas serão apagadas imediatamente no início. "Os demônios não possuem coisas, apenas pessoas", deixam claro o casal de investigadores Ed e Lorraine Warren (ambos interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga e colocados no filme como coadjuvantes). Mas quando eles levam a boneca embora ...

'Homem-Aranha: Longe de Casa': Cabeça de Teia está de volta novamente

Por Leonardo Pereira Homem-Aranha: Longe de Casa é um dos filmes mais divertidos do UCM, e não tinha que ser diferente. Em um pós- Ultimato , muitos rumores sobre as futuras decisões para os próximos filmes foram levantados e o próprio Kevin Fudge declarou que o ciclo não terminou em Ultimato , pedindo para que os fãs não perdessem Homem-Aranha: Longe de Casa . Aqui encerrou o ciclo que havia começado em Homem de Ferro (2008) e então o filme vai te pegar de jeito em muitas partes especificas, a começar pelo humor hormonal contido mas prestes a explodir entre Peter Parker (Holland) e Mary Jane (Zendaya em uma atuação tão delicada). Você não sabe o que vem por aí. Você pode imaginar que o mundo parou no intervalo entre o estalo de Thanos e a vingança dos Vingadores em Ultimato , mas se passaram oito meses desde que aqueles que viraram em pó (o desaparecimento foi batizado de "blip"). E não tem como não se entregar por Tom Holland vivendo um Peter Parker adolescente ...