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Tom Petty & the Heartbreakers, 'Hypnotic Eye'

Com uma expectativa notável, Tom Petty é um artista que sempre tenta se reinventar. Desde que este americano surgiu em meados dos anos 1970, o rock & roll estava com as atenções voltadas para bandas hard-rock – como o Aerosmith, a agressividade do Kiss e a teatralidade e extravagância do Queen – mas, desde então, sua sonoridade básica foi conquistando aos poucos os americanos. Foram surgindo seus primeiros discos, que foram se destacando, até que entrou nos anos 1990 já consolidado como um grande artista de sucesso que era, e sua vocação isto na qual estava vivendo. Mas o que Hypnotic Eye tem a ver com isto? As onze faixas deste novo material – seu décimo terceiro álbum com os Heartbreakers e o seu primeiro disco em quatro anos – nos fazem voltar ao tempo. A banda ainda consegue se manter ativa com muito poder, atitude e experiência. Esta experiência é um dos fatores importantes nas quais ajudaram Hypnotic Eye a ser um álbum musicalmente competente. E o exemplo está logo no...

Julian Casablancas + the Voidz, 'Tyranny'

  Fica bastante claro que Julian Casablancas tenta se reinventar a cada novo álbum – seja em seus projetos solo e com os Strokes, banda que o fez ficar conhecido no indie-rock atual. Mas ele não anda tendo sucesso. Para falar a verdade, Is This It , de 2001, e Angles , de 2010, foram os únicos trabalhos – ambos dos Strokes – que ficaram em grande patamar, e isso fez com que ele arriscasse tudo em diferentes estilos. Por um momento pensei que ele iria fracassar, apesar de ele ser irritante, sua música não é tão ruim assim.     Vamos admitir que Casablancas é um homem perdido completamente. Ele não sabe o que quer, e ele fez de Tyranny – seu primeiro álbum em conjunto com o The Voidz – um chute sem inteligência para ver se ele acerta. O estilo sonoro do álbum soa muito eletrônico e tenta esconder o momento ameno com alguns solos de guitarras – me lembro em apenas uma faixa, "Human Sadness". Contudo, percebo uma certa influência do Daft Punk, princip...

Lana Del Rey, 'Ultraviolence'

Três anos depois, Lana Del Rey planta a existência de sua carreira com provocação: em seu primeiro álbum, a cantora simplesmente agiu sem experiência no estúdio, o que pode ser compreendido. Mas aqui soa completamente diferente, porque Ultraviolence é o seu segundo disco e o melhor até aqui, na qual, a cantora aborda de uma forma mais competente a sua vida com um tom provocativo – como sempre. Mas tudo que Del Rey já faz começa a se tornar normal para ela. Atualmente, brigar nas paradas com nomes atuais e pouco mais pesados e experientes como Lady Gaga e verdadeiras crianças, como Miley Cyrus, Del Rey já se mostra mais artista que Cyrus. Grande progresso. Voltando um pouco, em  Born to Die , de 2012, foi um estouro para o público, apesar de conter alguns problemas encontrados no decorrer de seu material. Também, a opinião de dois anos atrás também foi mudada avaliando seu segundo álbum, que por sinal, foi um recomeço e um erro admitido de que Del Rey é um...

Queen: Discografia Comentada

Com o fim dos anos 1960 e muitas dúvidas sobre o que estaria sendo guardado para o rock & roll, os Beatles haviam lançado seu último disco, Let It Be (1970), e depois romperam para seguirem carreiras solo. O que esperar pela nova década que chegara com tudo? A Grã-Bretanha viveu um período de reformulação de sua música, e essa mudança foi radical. Gêneros como o glam-rock e o rock progressivo cresciam com intensidade na terra da Rainha, enquanto que os Stones já haviam se considerado a maior banda de rock do mundo inteiro, mas era da geração passada de grandes artistas britânicos como o Who, Beatles e etc.  Inovadores, extravagantes, gêniais, criativos e grandiosos, foi assim que o Queen conquistou o mundo, na base do otimismo. Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon lutaram contra a imprensa da música para conseguirem o que tanto sonhavam: serem famosos. No início da década de 1970, a banda ainda com uma sonoridade altamente influenciada pelo Led Zepp...

Sharon Van Etten, 'Are We There'

Sharon Van Etten soa brilhantemente em Are We There : um disco coeso de onze canções puro brilho ao estilo Nick Cave. É interessante a sonoridade dramática e equilibrada de "Talking Chances", com uma bateria potente e simples para manter uma imparcialidade perfeita quanto ao tom da voz de Van Etten. Contudo, é interessante que o quarto álbum da cantora seja mais reciclado e equilibrado que os seus outros discos. Por exemplo, em "Your Love Is Killing Me", os vocais de Van Etten vão para os delírios meramente compreendidos por um amor falso.  Are We There busca esse tipo de aceitação, não só no amor verdadeiro, mas também pela sua sonoridade que soa único em nosso tempo. Van Etten tem uma qualidade que poucas cantoras da música pop tem: ela tem o poder de incendiar um determinado material. Em meio à loucura, ao sofrimento, o seu som coloca um determinado caos para quebrar tudo o que é sentido pelo coração. É um rock caótico, mas o estilo poético continua me...

Damon Albarn, 'Everyday Robots'

Damon Albarn sempre foi um músico acostumado a mordomia de sua música pop-rock que sempre foi associável ao britpop, que a sua própria banda, o Blur, fundou nos anos 1990. Depois de sua presença mais que notável no Blur, este britânico fundou a maior banda virtual desde o Kiss, o Gorillaz, e depois gravou um álbum sobre o inglês John Dee. Mas ele nunca havia gravado um álbum sobre o próprio e místico Damon Albarn. Agora, todas as paixões de Albarn referentes à música estão presentes nesta grande e marcante estréia de doze faixas de pura inovação e originalidade. Everyday Robots  é um álbum que não foi inspirado por nenhum outro disco do passado do Blur ou do Gorillaz, e sim um trabalho muito original, baseado na pessoa de Albarn, como se ele tivesse surgido na música britânica nesse exato momento. Em "Mr. Tembo", Albarn coloca uma série de coros vocais femininos doces, o que agrava a originalidade e crava um pé na inovação. Os intrumentos tocados no álbum não tem um...

Michael Jackson, 'Xcape'

Em toda carreira, Michael Jackson simplesmente foi um talento a parte: além de ser um músico que ultrapassava dos limites quando criativo, ele ainda era dançarino. Muito além disso, desde sua morte misteriosa em 2009, muito se foi dito em um álbum póstumo, e foi lançado Michael em 2010: um disco em que apenas valeu a pena pela falta que Jackson fez ao mundo da música. Foi um álbum que roubou a atenção de todos devido a descoberta de canções inéditas gravados por Jackson em anos anteriores, e que o próprio Michael estava pensando em lançar. Agora, é difícil assegurar algo importante em Xcape , seu oitavo disco e o segundo trabalho sendo concebido postumamente. Mesmo que "Love Never Felt So Good" seja um pop de puro suingue, não há grandes perspectivas musicais em relação a estas faixas, apenas a voz brilhante de Jackson se perdendo em meio aos ritmos pop eletrônicos que precipitadamente saiu desorganizado, assim como foi em Michael . Em "Slave to the Rhythm...