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Nicki Minaj, 'The Pinkprint'

  Nos últimos anos, Nicki Minaj tem chamado atenção de todos não só pelo rap que, para o público, começa a se tornar grande, mas também pela sua beleza física. Minaj conquistou seu público de forma provocante e continua mantendo esta tradição. Talvez seja apenas a forma que Minaj coloca seu público como se fossem marionetes toda vez que ela rebola debochadamente e canta estas letras que fazem apologia à prostituição, sexo e orgias. Eu ainda não consigo ouvir a alma de Minaj, a não ser que esta seja a alma dela.   Minaj tem alguns pontos fortes em The Pinkprint , como em "I Lies": com batidas simples que a cantora narra uma história decepcionante de amor. Não são todas as coisas que beiram ao fracasso, mas me lembro de "Anaconda" – uma ode ao extremo sexual, provocação, prostituição, sexo, órgãos sexuais e orgias – lembrando muito bem como que uma mulher pede para ser diferenciada na luta nas paradas de sucesso com Beyoncé, Lady Gaga, Miley Cyrus – ness...

One Direction, 'Four'

  Ouvindo os primeiros minutos de Four , eu me deparo com uma grande dúvida. Pela primeira vez este grupo de cinco garotos colocaram o ceticismo de muitos outros nomes importantes da crítica mundial no lixo. Os primeiros segundos de "Steal My Girl" soam profundo e grandioso, mas a batida o deixa como sempre fora o som desses caras: meticulosamente taxativo. Four , de fato, é um desafio para ser encarado com outros olhos para nós. Batidas eletrônicas sempre estiveram presentes no som do One Direction desde o seu primeiro álbum, Up All Night , de 2011, mas no novo álbum desses britânicos, realmente é impossível acreditar que esse tipo de gênero possa conquistar o mundo, por mais que esteja correspondendo os corações de milhares de adolescentes. Four apresenta canções profundas ("Steal My Girl"), violões apaixonados ("18") e batidas que sempre foram usados em seus discos anteriores. Sinceramente, a mudança ocorreu com estes garotos, que ainda não novos...

The Rolling Stones em Porto Alegre?

Os Stones vem ou se trata de um simples boato? Devemos confiar na notícia que o jornal de comunicação do Grupo RBS, Zero Hora, colocou na internet sobre a suposta vinda dos Rolling Stones para Porto Alegre? Seria mágico. Talvez possa ser o sonho de muitos fãs de rock – que poderiam apenas ver estes quatro senhores do gênero no eixo Rio-São Paulo – visto que eles sonham em ver ao vivo a maior banda de rock & roll de todos os tempos em atualidade. Sim, é um sonho porque ainda não está confirmado. Nem o site oficial da banda divulgou uma nota sequer. Sendo tratado como um sonho, para os stonemaníacos restam torcer para que os britânicos venham, de fato, para a capital gaúcha. A última apresentação dos Rolling Stones em solo brasileiro foi em 2006 – na turnê mundial de A Bigger Bang , seu 24º álbum de estúdio que foi lançado em 2005 – na praia de Copacabana, tendo o maior público em um espetáculo do gênero. Até então, a realidade é que a banda voltou às atividades fazendo sho...

VM: Os 10 Melhores Álbuns de 2014

A música pop nunca esteve tão radical na história da música fonográfica: com este declínio de vendas, os artistas de renome resolvem lançá-la de diferentes formas, como o U2, que em seu novo trabalho, decidiu lançar no iTunes de graça para audição, o que causou um número pequeno de críticas negativas. Enquanto isso, tivemos o brilhantismo de Bruce Springsteen e Black Keys e a volta da maior banda de rock progressivo de todos os tempos. Foram grandes discos que definiram o ano de forma fantástica.   #1. U2 – Songs of Innocence Com tantas novidades na música pop, o ano tinha que ser do U2, que como sempre volta com algo inovador. Songs of Innocence é a quebra de silêncio de quatro anos desde a sua fusão sonora estilo The Joshua Tree / Achtung! Baby de No Line on the Horizon , de 2010. Depois de uma mega turnê com um palco 360 graus para promover No Line no mundo inteiro, a banda irlandesa esteve descansando por longos quatro anos. Dentro desse período, muita coisa...

'The Endless River' é um canto de cisne digno do Pink Floyd e um adeus a Richard Wright

Vinte anos depois, o Pink Floyd volta com um canto de cisne surpreendente e uma grande homenagem a Richard Wright  Agrande volta do Pink Floyd evoca as raízes mais antigas e profundas de seu estilo sonoro, histórico e clássico. The Endless River nada mais é que uma espécie de rock progressivo acima de sua média, contendo canções inéditas guardadas das sessões de The Division Bell , seu último disco lançado em 1994, e que havia rendido a maior turnê mundial da história desta lendária banda londrina. Contudo,  The Endless River  é diferente de qualquer tipo de matérial do Pink Floyd da era Roger Waters e da era David Gilmour. Sua sonoridade se remete a mais violões com ambientes lúdicos feitos pelos teclados do mestre Richard Wright, morto por causa de um câncer em setembro de 2008. Apesar de ser o último álbum da maior banda do rock progressivo, The Endless River marca a despedida oficial de Wright como membro do Pink Floyd. Um grande e épico canto de cisne sur...

Foo Fighters, 'Sonic Highways'

  Desde que o Foo Fighters fora criado por Dave Grohl há 20 anos atrás para tirar o seu vazio com o fim do Nirvana por conta do assassinato de Kurt Cobain, nem Grohl, nem o próprio baterista Taylor Hawkins pensaram que esta banda se tornaria grande e firmada nó rock. Eles foram crescendo baseado nos alicerces no grunge e com ditado vindo do punk. Foi bastante claro que Grohl renasceu das cinzas após morrer musicalmente como baterista do Nirvana, se tornando um novo homem, como um guitarrista desse grande grupo que hoje é o Foo Fighters. E a banda fez grandes discos, como o seu primeiro álbum trazendo o nome da banda em 1994. Até então, eles só cresceram assustadoramente.   Seu antecessor, Wasting Light , dera um grande ânimo e exibicionismo pela fama do grupo. Talvez tenha sido a maior turnê da banda até esse lançamento, inclusive tendo participações especiais nos catálogos de seus shows como a lenda do Led Zeppelin, o guitarrista Jimmy Page. Além disso, deu mais s...

Taylor Swift, '1989'

  Nos primeiros segundos do novo álbum de Taylor Swift – o quinto trabalho de sua carreira, também o mais consistente desde então –, surgem teclados ao velho estilo A-ha do álbum Hunting High and Low , de 1985, e um certo estilo Madonna dos primeiros álbuns nos anos 1980, contendo muitos teclados doces. Por mais que existam batidas eletrônicas, a sua sonoridade herda os momentos mais infalíveis e fantásticos da década de 1980, que é a influência de 1989 : o ano na qual Swift nasceu, mas também colocando a visão de todos que seu novo trabalho foi inspirado através desta época. Vamos voltar ao tempo! Em "Black Space", a sua abordagem soa mais atual, contendo uma profundidade linda e perfeita para a faixa. Swift brinca com a sua voz ideal em meio a muitos coros que estão gravados na música, contrastando com os teclados que deixam o ambiente musical perfeito e solido. Voltando aos anos 1980, eu ouço Madonna e A-ha na voz de Swift no som de "Welcome to New York", ...