Pular para o conteúdo principal

Postagens

Damon Albarn, 'Everyday Robots'

Damon Albarn sempre foi um músico acostumado a mordomia de sua música pop-rock que sempre foi associável ao britpop, que a sua própria banda, o Blur, fundou nos anos 1990. Depois de sua presença mais que notável no Blur, este britânico fundou a maior banda virtual desde o Kiss, o Gorillaz, e depois gravou um álbum sobre o inglês John Dee. Mas ele nunca havia gravado um álbum sobre o próprio e místico Damon Albarn. Agora, todas as paixões de Albarn referentes à música estão presentes nesta grande e marcante estréia de doze faixas de pura inovação e originalidade. Everyday Robots  é um álbum que não foi inspirado por nenhum outro disco do passado do Blur ou do Gorillaz, e sim um trabalho muito original, baseado na pessoa de Albarn, como se ele tivesse surgido na música britânica nesse exato momento. Em "Mr. Tembo", Albarn coloca uma série de coros vocais femininos doces, o que agrava a originalidade e crava um pé na inovação. Os intrumentos tocados no álbum não tem um...

Michael Jackson, 'Xcape'

Em toda carreira, Michael Jackson simplesmente foi um talento a parte: além de ser um músico que ultrapassava dos limites quando criativo, ele ainda era dançarino. Muito além disso, desde sua morte misteriosa em 2009, muito se foi dito em um álbum póstumo, e foi lançado Michael em 2010: um disco em que apenas valeu a pena pela falta que Jackson fez ao mundo da música. Foi um álbum que roubou a atenção de todos devido a descoberta de canções inéditas gravados por Jackson em anos anteriores, e que o próprio Michael estava pensando em lançar. Agora, é difícil assegurar algo importante em Xcape , seu oitavo disco e o segundo trabalho sendo concebido postumamente. Mesmo que "Love Never Felt So Good" seja um pop de puro suingue, não há grandes perspectivas musicais em relação a estas faixas, apenas a voz brilhante de Jackson se perdendo em meio aos ritmos pop eletrônicos que precipitadamente saiu desorganizado, assim como foi em Michael . Em "Slave to the Rhythm...

Coldplay, 'Ghost Stories'

Não é de se surpreender que os britânicos do Coldplay continuem fazendo músicas tristes, com instrumentais poderosos com intuito de fazer as pessoas pararem para ouvir. Um grande exemplo disso foi em A Rush of Blood to the Head , de 2002, uma sonoridade bastante tocante que fez o público em geral curtir com suas tristes canções de sucesso, como "Clocks" e "The Scientist". Com Viva la Vida , de 2008, é a mesma coisa já feita, portanto, o sexto álbum do Coldplay consegue ser muito mais profundo em termos de sonoridade pop-gótico-rock e composições de rompimentos amorosos que qualquer material o quarteto londrino já lançou antes.      Também não é de se surpreender que o novo álbum da banda se chame Ghost Stories . Como todo disco do Coldplay sempre foi triste, Ghost Stories é totalmente diferente de Myloto Xyloto , um álbum muito mais baseado no pop-rock que foi lançado em 2011, e que colocou a banda em um patamar mais acima com uma sonoridade muito mais al...

Neil Young, 'A Letter Home'

Com versões de covers de diversos artistas, Neil Young volta de forma mais íntima. A Letter Home é um disco tipicamente caseiro gravado por Young sem a obrigação de trazer novas composições. É curioso o estilo na qual Young canta nas faixas que incluem a autoria de Bob Dylan ("Girls from the North Country"), Bruce Springsteen ("Reason to Believe" e "My Hometown") e etc. Sua viola é completamente elegante, sofisticada em meio aos vocais cantados em microfones daqueles tipos de telefones britânicos. Ao mesmo tempo, o ambiente soa ruim e confuso, percebendo que não há boa qualidade de som. A Letter Home está longe de ser um grande álbum, é apenas Neil Young trabalhando para não ser vítima da falta de ter o que fazer. Por Leonardo Pereira

The Black Keys, 'Turn Blue'

O oitavo album do Black Keys simplesmente possui mais chamas ardentes do rock & roll desde o seu blues poderosamente bem executado de Brothers, de 2010. Turn Blue é o seguimento da banda de Akron, Ohio, saindo um pouco do som rock de garagem de El Camino , de 2011, que acabou voltando um pouco ao passado, e em especial, ao começo de carreira do duo de rock. Com a técnica e talento da guitarra de Dan Auerbach e da bateria que faz se mover com tamanha preciosidade de Patrick Carney, a primeira faixa é uma maestria que envolve a psicodelia. "Weight of Love" é uma grande chama roqueira pronta para se libertar entre os solos loucos que fazem renascer um pouco o jovem Eric Clapton dos anos 1960. Obviamente, a sonoridade de Turn Blue soa muito mais ambiciosa, mas em troca, a banda teve que pagar o preço. Muitos que já ouviram Turn Blue reclamam que as letras soam muito mais depressivas, desabafando muito precisamente sobre o fim do amor e o casamento, rompimentos e ...

Shakira, 'Shakira.'

O décimo álbum da colombiana Shakira simplesmente soa muito mais embalado e organizado do que seu antecessor, o explosivo e tempestuoso Sale El Sol , de 2010. Mas aqui, após o seu merecido descanso aproveitando a fase de mãe, a cantora continua com todas as suas vibrações firmes em "Empire" e na faixa "Can't Remember to Forget You" – com a participação especial de Rihanna dividindo os vocais – Shakira soa completamente imperdível, colocando o clima certo para o disco da colombiana. É claro que ela colocaria a música eletrônica "La La La" para agitar com tudo os seus ouvintes. Imaginamos ela em Shakira. cantando e interpretando todas as músicas desse trabalho novo ao vivo, com seus gingados latinos que sempre o definiram, e o melhor: com um trabalho que soa forte, equilibrado e na medida para as pistas de dança na América Latina e nos Estados Unidos e em toda a Europa.  Por Leonardo Pereira

Johnny Cash, 'Out Among the Stars'

Johnny Cash sempre teve um grande número de material guardado depois de sua morte no início da década passada, e isso possibilitou uma volta com Out Among the Star s, primeiro disco póstumo lançado após o seu último álbum da série American – VI: Ain't no Grave  – concebido em 2010. Com isso, Cash sempre foi o artista daquela lendária de ouro do rock e da música popular americana que continuou sendo reconhecido, assim como o mestre Bob Dylan nos dias de hoje. Com treze faixas – nas quais, nenhuma delas ultrapassam dos quatro minutos de duração – Out Among the Stars é uma espécie de prova de que, mesmo depois de morto, Cash continua sendo uma prova de grande originalidade, devido principalmente pelas suas canções de boa qualidade que estavam trancafiadas a sete chaves.  Um dos grandes exemplos é o rockabilly "I'm Movin' On'", uma completa e baladeira canção animada, lembrando os anos 1950, a rebeldia, a entrada dos anos 1960 na história da música, a ...