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Skrillex, 'Recess'

Dentro do mundo da música eletrônica, Skrillex é o tipo de cara que comanda tudo o que está acontecendo nesse som que chamam de "dubstep". Em Recess – seu sétimo trabalho em menos de cinco anos – o produtor musical de Los Angeles simplesmente colocou mais atributos musicais em seu som, que ficou muito mais potente que os seus álbuns anteriores bem sucedidos. Potentes porque se parecem com sonoridades que lembram séries envolvendo robôs, algo muito raro para um álbum de eletrônica. Exitem faixas cruas, como "Dirty Vibe", uma música que mostra a estranheza de sua sonoridade, mas tudo volta a ser lembrado que isso é normal para o gênero de eletrônica e hip-hop.  Mas esta mesma canção bem que poderia ser rotulada de "música de hip-hop", também. Não teria nenhum problema, mas em relação a "F*** That", sem dúvida seria uma ótima idéia colocá-la nas pistas de dança para agitar esse mundo de vez. Todas as onze faixas de Recess marcam um ponto ...

Rick Ross, 'Mastermind'

Rick Ross sabe acertar a todos em cheio e na medida. Mastermind soa grandemente como um grande álbum de rap, e isso prova que ele é o cara desse gênero, assim como o inovador Kanye West. As suas batidas são potentes e agradáveis de se ouvir. Apesar de serem explícitas, as 19 faixas são bem sólidas, comparadas com um bom ambiente sonoro, com fundos de pessoas falando, relógios tocando, Ross coloca a sua principal vocação: as palavras. Em "Drug Dealers Dream", voltamos aos anos 1990, quando, dentro do rap, gangues eram rivais e se matavam rumo à hegemonia de tal bairro. Foi assim com Tupac Shakur, com Notorious B.I.G., etc. Falando de Notorious B.I.G., "Thug Cry" é um hip-hop massante com o som remixado de "You're Nobody (Til Somebody Kills You)", o que torna o disco um pouco mais sério. Ross é um grande dono da encrenca. Ele fez inúmeros trabalhos que desafiaram a todos os rappers a fazerem o mesmo, mas foram poucos os caras que entenderam a sua ...

Soda Stereo: Discografia Comentada

  O rock argentino – chamado de "El Rock Nacional" por lá – encontrou o seu ápice na década de 1980: problemas políticos estavam envolvidos e os artistas da época estavam insatisfeitos com a condição de seu país na economia e na Guerra das Malvinas. Para piorar, o povo estava sendo enganado pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri, que afirmava que a Argentina havia ganho a batalha. Depois de descoberto a mentira, o povo e os músicos da época se voltaram contra Galtieri, que no final das contas, teve que renunciar e sair da Casa Rosada (sede do governo argentino). Foi a partir desse exato momento que o rock dentro da República Argentina começou a ser ouvido e venerado de tal forma que hoje é comparado a paises como Inglaterra e Estados Unidos, onde o rock sempre foi bem afirmado e considerado como arte cultural.  Nesse exato momento, quando o rock começou a reformular seu estilo e ganhar um gênero que se aproximasse da conhecida "música de protesto", e...

Beck, 'Morning Phase'

Quando Beck lançou Sea Change em 2002, o mundo reverenciou o disco, se tornando um dos mais destacados naquele período. Agora, em Morning Phase , Beck volta basicamente para o Blood on the Tracks de sua carreira. É interessante a adversidade musical que o músico de estilo retrô e reciclável colocou com sucesso, mesma característica que Sea Change tem e que Beck resgatou para aqui em Morning Phase . Eu tenho a leve impressão de que Beck criou mais um trabalho importante em sua carreira, e que através dos anos, será considerado como um clássico do folk.  Na introdução do álbum, em "Cycle", quem começa é David Campbell, pai do cantor americano, colocando tudo o que será ouvido em questão de influência. Em "Morning", tudo soa sinceramente lindo, com uma pitada de bateria acústica retirada sem intenção de "Tangled Up in Blue", de Bob Dylan. Com o ritmo da música, Beck canta devagar, mas com uma qualidade que não se pode comparar com nenhuma outra v...

Stephen Malkmus and The Jigs, 'Wig Out the Jagbags'

Stephen Malkmus foi um dos poucos artistas indie dos anos 1990 a continuar trabalhando seriamente no ramo da música. Também é o único dessa época a fazer música inteligente e de boa qualidade. Isso justifica o que esse novo material significa. Wig Out the Jagbags – seu sexto álbum acompanhado com os Jigs, veio com as melhores faixas desde há algum tempo. Tudo o que soa aqui é bastante explosivo, mas de um jeito diferente: sem paulera e barulheira. Teoricamente, as guitarras soam completamente semelhantes com o toque conhecido de Eric Clapton quando tocava no Cream nos anos 1960. Seu estilo de garagem é completamente aceitável, comercial. Curiosamente, muitos poderiam afirmar que este tipo de música não é nenhum pouco semelhante ao indie-rock, mas "Lariat" é a música que mais se parece com o subgênero. Também, a sonoridade bonita de "Houston Hades" me faz lembrar o Grateful Dead de Jerry Garcia, quando foi a primeira grande banda popular dos Estados Unidos...

Lorde, 'Pure Heroine'

Lorde simplesmente foi a revelação de 2013: ela abocanhou posições nas paradas, foi inúmeras vezes elogiadas por qualquer jornalista da imprensa da música que você possa imaginar, e é bastante esquisita. Esta jovem tímida roubou a atenção de todos com esta estréia, Pure Heroine , um disco de batidas simples de hip-hop com suas letras pessoais e exageradamente provocantes. Desde que seu EP The Love Club despertou um número considerável de ouvintes, Lorde despertou do começo difícil para a fama inevitável.  Esta garota de 18 anos simplesmente revolucionou ao ser uma das mulheres mais jovens – se bem que ainda estou com dúvida se já devo chamá-la de mulher, por seu jeito retraído como de uma adolescente – a ganhar os gramofones do Grammy (Música do Ano e Melhor Performance Pop Solo, com "Royals" – que está em Pure Heroine), mostrando que a receita deu bastante certo, pois Lorde ainda está nos holofotes e entrou no páreo contra Miley Cyrus, outra novata da música que e...

Bruce Springsteen, 'High Hopes'

Depois da grandiosa turnê mundial que acabou gloriosamente, Springsteen volta ao trabalho com  High Hopes , seu 18º álbum de estúdio que traz músicas que nunca sequer participaram dentro de um disco de Springsteen e outras que já foram lançadas que foram refeitas de acordo com o gosto de The Boss. Primeiramente, o momento é de Springsteen, que se auto-compara o momento na qual viveu nos anos 1980, na qual garantiu uma saudação ovacional por seu trabalho, principalmente com trabalhos inovadores como Nebraska (1982) e Born in the U.S.A. (1984).  Ouvindo o novo álbum, percebe-se que Springsteen descartou as características R&B com coros vocais gospel de seu último disco,  Wrecking Ball , o disco que se tornou a grande cartada de Springsteen para a Grande Recessão, e trouxe um novo jeito de tocar em High Hopes . Há tantas faixas qualificadas que nem sei por onde começar. A faixa-título, que começa o disco de forma bastante extravagante, com uma sonoridade que ...