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Bruce Springsteen, 'High Hopes'

Depois da grandiosa turnê mundial que acabou gloriosamente, Springsteen volta ao trabalho com  High Hopes , seu 18º álbum de estúdio que traz músicas que nunca sequer participaram dentro de um disco de Springsteen e outras que já foram lançadas que foram refeitas de acordo com o gosto de The Boss. Primeiramente, o momento é de Springsteen, que se auto-compara o momento na qual viveu nos anos 1980, na qual garantiu uma saudação ovacional por seu trabalho, principalmente com trabalhos inovadores como Nebraska (1982) e Born in the U.S.A. (1984).  Ouvindo o novo álbum, percebe-se que Springsteen descartou as características R&B com coros vocais gospel de seu último disco,  Wrecking Ball , o disco que se tornou a grande cartada de Springsteen para a Grande Recessão, e trouxe um novo jeito de tocar em High Hopes . Há tantas faixas qualificadas que nem sei por onde começar. A faixa-título, que começa o disco de forma bastante extravagante, com uma sonoridade que ...

VM: Os 10 Melhores Álbuns de 2013

O ano foi de muitas novidades, com David Bowie acabando com seu silêncio de dez anos com seu novo disco de inéditas e bandas indie revolucionando seu subgênero colocando novos sons e inovando em seu nascimento musical. Atenção, 2013 foi um ano do improviso, criatividade e inovação.   #1. Arcade Fire  –   Reflektor A mudança de ares deixou o Arcade Fire na medida para criar o seu melhor disco até o momento. Reflektor simplesmente foi o que mais chamou atenção em 2013, pela sua arte da capa, composição e sonoridade inovadora que originou neste álbum dúplo um novo clássico do nosso tempo. Neste caso, Reflektor  tem a cara de uma obra-prima lançada dentro de uma geração de iPads, computadores e celulares de alta geração. Seu som soa completamente novo e inovador dentro dos primórdios da música, pois o seu rock de levantar arenas de lançamentos anteriores ( Funeral , de 2004, Neon Bibl e, de 2007, e The Suburbs , de 2010) foi genialmente fundido com o dance, o...

Beyoncé, 'Beyoncé'

Beyoncé simplesmente é uma artista que cativa a todos com sua sensualidade, todos já perceberam em sua passagem pelo Rock in Rio, realizado no ano passado. Mas em seus 15 anos de estrada, Beyoncé surpreendeu novamente. Seu novo álbum, intitulado com o nome da cantora, foi vendido aos 45 minutos do segundo tempo no iTunes, sem qualquer aviso ou uso de publicidade. A diva inovou e mais uma vez esse material aqui descreve o fruto de vida da cantora americana e tudo o que a diva já havia aprendido em sua vida de artista globalmente popular.  Contudo, o conteúdo sonoro do álbum é melhor que o seu antecessor, o romântico e sensual 4 , lançado em 2011. Em seu álbum passado, Beyoncé explorou mais as tristezas e incertezas do amor ("1+1"), explorou muito mais a sensualidade em questão ("Run the World") e buscou a certeza do casório para levar uma vida de amor com seu parceiro para sempre ("Best Thing I Never Had"). Não está muito diferente desta antiga pe...

Jake Bugg, 'Shangri La'

Curiosamente, este rapaz talentoso foi denominado como o "novo Bob Dylan", quando em seu álbum —  Jake Bugg   —   abordou as sonoridades épicas e sofisticadas do mestre do folk ao velho estilo The Freewheelin' Bob Dylan . É claro que em seu segundo álbum, Bugg noto-riamente resolve aumentar o volume e acelerar de todas as formas enérgicas o seu som, dei-xando para trás aquela "cópia" de Dylan para se tornar em algo perto de Richard Ashcroft. Colocando o rockabilly mais ligeiro com vocal estilo Dylan ("There's a Best and We All Feed It"), chega a ser um pouco irritante porque Bugg não precisa disso. Mas nas outras 11 faixas surreais, ele entendeu o recado e fez algo pessoal. Shangri La é um disco destacável para a cena indie, fazendo de seus ouvintes fiéis seguidores. Por Leonardo Pereira

A profecia de 'The Velvet Underground & Nico'

  Nessa última semana, após a morte já anunciada de Lou Reed, conhecido por ser o líder do Velvet Underground, não podia deixar de fazer outra homenagem. Nos anos 1960, quando o mundo da música ainda vivia aquele momento de incertezas na psicodelia, mudanças radicais no cotidiano, a era hippie entrava profundamente no inconsciente dos jovens britânicos, que começavam a desabafar ouvindo The Who, enquanto que os americanos se entregavam ao estilo popularmente único do Grateful Dead e da agressividade guitarrística de Jimi Hendrix.  Porém, em Nova York, um grupo de pessoas bastante esquisitas andavam pelas ruas mais suburbanas e decadentes da cidade americana. Eles usavam óculos escuros em plena noite — o que já causou bastante estranheza para quem já havia avistado-os. Com cabelos pretos mais ou menos cacheados e usando óculos escuros basicamente quadrados, Lou Reed nem sequer tinha idéia do ícone em que se tornaria. A sua banda tinha um nome extraído de uma publicaçã...

Lady Gaga, 'Artpop'

Tentando misturar música pop com arte, Lady Gaga acaba escorregando no clichê Artpop , de Lady Gaga, está a um passo de ser considerado o novo Aladdin Sane da nossa década. Com sua androginia estando em moda e fazendo de seus Little Monsters os fãs mais fiéis de um artista na música pop da atualidade, a música de seu quarto álbum de estúdio possui o rótulo: "Faça o que você quiser". Percebo que desde a chegada de Stefani Germanotta, esta diva nunca tinha ido tão além musicalmente como ela foi em Born This Way , de 2011. Por sinal, eu poderia ser mais visionário ao afirmar que Lady Gaga foi mais além em Artpop . Certamente, por você ser fã, poderá achar estranho este álbum, mas a sua parcialidade a ela não poderão entrar nessa avaliação. O fato é que, se Gaga quer evoluir e fazer história, ela não pode estar na mesmice de sempre. Pela primeira vez desde The Fame (2008), Gaga volta a ser uma garota sexy, com perucas extravagantes que chegam perto de estilos semelhant...

Avril Lavigne, 'Avril Lavigne'

O quinto álbum de Avril Lavigne soa tão musicalmente medíocre quanto seu antecessor, Goodbye Lullaby , de 2011. Quando aquele disco começou com "What the Hell", uma baladinha sem vergonha e de refrão grudento, eu percebi a decadência da cantora canadense. Soando um pouco diferente de seu último álbum, Lavigne percebeu a grande derrocada que havia cometido após fazer de Goodbye Lullaby um disco pop, em vez de copiar a fórmula poderosa de seus três primeiros álbuns — Let Go (2002), Under My Skin (2004) e The Best Damn Thing (2007) — e decidiu abrir com algo que lembre seus tempos de ouro ("Rock 'n' Roll"). Porém, não é a mesma coisa. Mesmo a canadense tentando voltar aos seus tempos perfeitos, toda a sua instrumentação chega mais perto da música eletrônica do que para o rock. Novamente fracassando, os últimos seis anos da carreira de Avril devem ser esquecidos. A "renomada e relevante" Avril Lavigne que eu conheço é aquela que canta maduram...