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Pop, pulsante e sensual

O primeiro dia do Rock in Rio foi marcado pela apreensão por parte das pessoas que já haviam comprado antecipadamente seus ingressos e outros porque simplesmente conseguiram comprá-los a tempo de garantir presença no maior festival de rock & roll do mundo. No dia que inaugurou o festival pela quarta vez no Brasil, a maior apreensão dos fãs era para as apresentações do DJ David Guetta e Beyoncé, a diva pop norte-americana. Muitos não concordariam com tamanhas considerações quanto ao "pop" ter espaço no festival de nome Rock in Rio, mas não foi ruim seu começo. Quando começou oficialmente o festival com a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro às 17h, abrindo de forma épica com "Also Sprach Zarathustra", o instrumental conhecido em qualquer ouvido, o público começou a se sentir em casa e a se ambientar rapidamente. Neste momento, a Cidade do Rock se transformou em 2001: Uma Odisséia no Espaço . Além disso, o público entrou na magia das músicas que mudaram ...

The Clash, 'Sound System'

Uma banda como o Clash simplesmente influenciou uma porção de outros artistas como o U2 em suas letras políticas. Eles foram uma das primeiras bandas punk que fizeram do início deste som agressivo em um momento de atitude e revolução. Da mesma forma que eles fundaram este subgênero junto com os Ramones e os Sex Pistols, a própria banda de Joe Strummer tratou de acabá-la lançando London Calling (Reino Unido, 1979; EUA, 1980), o álbum duplo que diversificou seu estilo e colocou de vez o punk para fora do páreo. Estas histórias fantásticas estão de forma significativas nos discos do catálogo deste grande e revolucionário grupo, que acabou de lançar Sound System , um box com os seus seis primeiros discos, de sua estreia revolucionária para os punks até o fiasco de Cut the Trap (1985) e um DVD com a banda executando "Hate and War" no palco com muito suor e dedicação. Tanto seu talento para o reconhecimento mundial, este box de valor importante nos faz voltar ao tempo em um...

Arctic Monkeys, 'AM'

Há muito tempo que os ingleses do Arctic Monkeys vem colocando todas as suas expressões em sua música de forma genuína. A química sonora que percebemos desde os seus primeiros discos correspondem com a expectativa de todos os seus fãs e o mais importante: aqueles que são fãs incondicionais de música – não importa o gênero. E esta expectativa que acabei de descrever é a mesma coisa que encontrei aqui em AM – seu quinto disco e o mais ambicioso desde então.   Gravado em sua nova cidade natal, em Los Angeles, com Josh Demme (Queens of the Stone Age) e o baterista Pete Thomas (Elvis Costello), a sonoridade contida em AM é influenciada constantemente pelos ritmos norte-americanos, contendo um rock mais dançante, algo grandiosamente surpreendente dentro de um álbum dos Monkeys. Mas a grande verdade consiste em ser plenamente realista: a banda nunca esteve em seus melhores momentos antes. Apenas quando eles lançaram Whatever People Say I Am, That's What I'm Not , sua estré...

Nine Inch Nails, 'Hesitation Marks'

Em Hesitation Marks , o Nine Inch Nails volta oficialmente após uma parada de quatro anos. Nesses quatro anos que a banda se dissolveu, o mundo do rock industrial pensou que Trent Reznor e sua banda nunca mais voltariam para o ramo da música. O próximo ano marca o 25º aniversário da banda, e como de costume, eles resolveram dar surpresas ainda maiores com seu oitavo e novo disco – o primeiro em cinco anos – e fazendo da primeira audição uma grande e fantástica sonoridade contida nestas 14 faixas depressivas, hesitantes e sanguinárias de tirar o fôlego. É tão textural como The Fragile (1999) e tão denso como The Downward Spiral (1994). Aqui, o Nine Inch Nails te leva para o inconsciente. Sonoramente, a batida do disco soa muito como os gêneros do hip-hop, mas a influência não veio daqui, e sim do rock industrial que os fizeram primeiros ícones deste gênero no início dos anos 1990. Mais do que meramente sofisticado, seu som soa totalmente misturado, contendo todo tipo de sono...

Franz Ferdinand, 'Right Thoughts, Right Words, Right Action'

A música é a melhor coisa que já inventaram. Ela ultrapassou anos, décadas, séculos e milênios estando na cultura de diversas épocas, cada vez se reinventando. Nesta resenha que é a de número 100, o Franz Ferdinand volta após um silêncio de quatro anos após seu antecessor, Tonight (2009) e mais para trás, com You Could Have It So Much Better (2005), um dos seus melhores discos já lançados, contendo muito mais as energias recarregadas para irem mais além, colocando música da boa qualidade para todos ouvirem e reverenciarem. É claro que aqui, as coisas soam muito mais dançantes – nos moldes do rock & roll. A banda sabe como entreter seu público, e Alex Kapranos está em ótima fase, com seus vocais alcançando a melhor tonalidade em muito tempo – ao mesmo tempo, o vocalista do grupo canta de forma descontraída –, alçando-os para voos mais altos. Provavelmente, Right Thoughts, Right Words, Right Action levará o Franz Ferdinand muito mais longe para sua grande corrida par...

The Civil Wars, 'The Civil Wars'

Desde sua estréia surpreendente com Barton Hollow em 2011, este duo que toca alternativo e mistura o folk simplesmente decidiram se divertir, colocando sonoridades mais puras, simples e profundas. Em "The One That Got Away", Joy Williams canta com vida e empolgação, e as notas que são precedidas no violão folk do compositor John Paul White soam completamente diferentes, envolvendo outros instrumentos mais suaves como o violino, e depois, chegando a um clima mais explosivo. Nada mal para um álbum como esse. O resto das onze faixas também são de certa maneira surpreendentes. Não há aquela mesmice. O único problema é que, se aproximando do final do disco, as músicas soam mais depressivas, mais pessoais e mais secretas. Concluindo que estes dois tipos de artistas são tudo para um disco folk-alternativo, vindo na imaginação de quem sabe e conhece a história do rock & roll, se parece muito com uma mesclagem de REM com Neil Young. Dentro do contexto, as duas vozes gra...

Avenged Sevenfold, 'Hail to the King'

Parece que o metal sempre foi uma arma bastante seguida pelo Avenged Sevenfold. Pelo visto, seus conteúdos são completamente varridos com tanta agressividade, rapidez e perversidade, e geralmente, em um disco, não dá certo. Todo disco do Avenged é igual em questão de sonoridade. Nem ao menos tentam algo novo. Parece que o destino deste grupo de metal está fadado ao suicídio. Pular sem parar e sacudir a cabeça é fácil, o difícil é ter peito para se arriscar e tentar ser inovador. As faixas do disco são boas, mas eu já ouvi isso nos álbuns anteriores deste grupo que produz a mesmice de sempre.  Por Leonardo Pereira