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Os Melhores Álbuns de 2010

Por Leonardo Pereira 1. The Roots: How I Got Over (Def Jam) 2. Elton John & Leon Russell: The Union (Decca) 3. Arcade Fire: The Suburbs (Merge) 4. LCD Soundsystem: This Is Happening (DFA/Virgin) 5. Kanye West: My Beautiful Dark Twisted Fantasy (Roc-a-Fella) 6. Johnny Cash: American VI - Ain't No Grave (American) 7. Vampire Weekend: Contra (XL) 8. Eminem: Recovery (Aftermath/Interscope) 9. Kings of Leon: Come Around Sundown (RCA) 10. Neil Young: Le Noise (Reprise)

Viagem Musical

Por Leonardo Pereira Ao menos que você se interessasse tanto por música, você procuraria saber o máximo possível de música. Sou mais um daqueles jovens amantes por música que gostam de escrever sobre este assunto cultural tão grandioso que é na cultura de qualquer nação, costumes, etc. Especialmente, a minha relação com a música é totalmente diferente de qualquer um, pois eu vivo 24 horas por dia ouvindo qualquer coisa, portanto, eu me considero um cara que expressa sua opinião, e é apenas isso. Sempre que eu posso, eu procuro ouvir mais e mais discos, principalmente os atuais. Também é para deixar bem claro que, como o ano está próximo do fim, eu farei uma lista dos melhores álbuns de 2011. Não importa se a Rolling Stone ou qualquer outro meio famoso entendedor de música eleja algum material que eu não elegi, o importante é o que eu acho, e eu adoraria saber as opiniões de vocês. Continuando, o Viagem Musical  é um lugar na qual eu expressarei...

Jay-Z & Kanye West, 'Watch the Throne'

  Assistindo o trono poderá ser prejudicial aos seus olhos. A dupla sensacionalista que é a mais descontrolada finalmente chegou, e dando um brilho dourado – tanto da capa como a edição de luxo feita no CD, desenhado pelo criativo diretor Ricardo Tisci, com uma alta pintura de relevo de ouro e as letras ostentadoras de Jay e Kanye: um ataque falando de hotéis cinco estrelas, carros luxuosos, mulheres fogosas e mansões grandes de alto custo. Como Kanye coloca em "Otis", isso acabou se tornando um "rap de luxo".   O que não quer dizer que o rap seja sem responsabilidade alguma: Jay e Ye podem ser obcecados com as susas próprias vidas, mas o tom aqui é sério, sóbrio, pesado – mais "American Dreamin'" do que "Big Pimpin'", mais "Can't Tell Me Nothing" do que "Touch the Sky". Jay-Z e Kanye West são novatos nessas coisas. Eles são os monarcas do hip-hop e Watch the Throne não coíbe de sua própria esperança. As ...

Foo Fighters, 'Wasting Light'

  Dezessete anos depois da morte do guitarrista do Nirvana Kurt Cobain, o fim estilhaçando da banda interior de Grohl continua a assombrar o punk pesado que ele continua fazendo como vocalista e guitarrista do Foo Fighters. Grohl canta em Wasting Light sobre o longo pesadelo que o tem atormentado até os dias atuais, e ele plenteia no novo trabalho através da chuva de guitarra de "Arlandria", soando como um cara que sabe que nunca haverá amplificadores e distorções suficiente no mundo para abafar os porquês sem resposta em sua cabeça.   Tudo tem um lado bom: o novo trabalho em Wasting Light  é o melhor já realizada desde a sua estréia de Foo Fighters , de 1995, e o seguimento de The Colour and the Shape , de 1997. Grohl, o baixista Nate Mendel, o baterista Taylor Hawkins e os guitarristas Chris Shiflett e Pat Smear tocam como marionetes comandados por verdadeiras divindades musicais. Tudo soa agressivo e Wasting Light é um dos álbuns mais misteriosos e um ...

Avril Lavigne, 'Goodbye Lullaby'

Uma forma de confirmar que Avril Lavigne se perdeu no caminho de forma esnobe é considerar os seguintes ocorridos: em 2004, esta canadense lançou o seu segundo álbum intitulado Under My Skin , seu trabalho mais coeso até hoje, mas em 2007, Lavigne lançou The Best Damn Thing , um disco que deixou a desejar, principalmente por suas composições sem futuro que só falavam de curtir e namorar. Isso sugere que Avril Lavigne está bem ciente que o seu forte sempre foi canções pop-rock de mensagens verdadeiras e sérias para o seu próprio bem e provavelmente ajuda a explicar porque ela não grava algo equivalente a Under My Skin . Esta punk sobrevivente sem vergonha iria tentar qualquer coisa mais uma vez, talvez cometendo o maior erro de toda a sua carreira decadente, que foi reinventando a sua forma de compor músicas fazendo rap. É isso que Goodbye Lullaby , seu quarto álbum e o mais bizarro – para não dizer algo pior – acabou se tornando em todas as hipóteses.  Com "I'm ...

Adele, '21'

  O álbum de estréia de Adele Adkins, 19 , foi marcante por conta de sua música e não por causa de sua voz. Porém, sua inexperiência no mundo da música tem feito com que muitas pessoas que curtem este tipo de música tenha se ajoelhado aos seus pés afirmando ser um novo talento. Muita coisa mudou, e agora que ela está no ponto – 21 se refere propriamente a sua idade quando ela compôs estas canções que estão aqui em seu segundo trabalho – Adele se liberta e ganha a confiança como cantora e artista no gênero que ela própria e muitas poucas pessoas tanto defendem. Em "Rolling in the Deep", Adele desabrocha e conquista a todos com a forte personalidade contida na música. Tanto o ambiente sonoro que soa fantástico e a letra de Adele soam fantásticas em meio a ação que a faixa nos mostra. (Esta abordagem está funcionando: 21 já lidera as paradas em oito países). Portanto, os compositores que ajudaram Adele estão aqui: Paul Epworth, Ryan Tedder, Dan Wilson e Fraser T. Smith....

Kanye West, 'My Beautiful Dark Twisted Fantasy'

Quando Kanye West se reapresenta para o mundo com músicas épicas de hip-hop, literalmente eu tenho a impressão sobre a que ponto West está chegando. My Beautiful Dark Twisted Fantasy simplesmente é um épico do gênero, na qual aborda um Kanye mais cômico, levando ele para o topo dos artistas de hip-hop, se tornando o Bruce Springsteen do hip-hop, uma lenda do rap, porque a cada novo álbum concebido, uma nova surpresa em todos os estilos – batidas eletrônicas, codificadores de fala, melodias R&B, participações especiais, etc. Apesar de robusto, o quinto disco de Kanye soa completamente grandioso, nunca antes visto na história do hip-hop. Há muitas amostras que poderiam ser levadas ao status de "obra-prima", não só em teoria de álbuns, como de singles. Por exemplo, em "Dark Fantasy", coros vocais femininos misturados com vocais pequenos masculinos e ritmados com as melodias R&B de piano é uma peça que poderia ser lançado em single, pelo seu conteúdo ...