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Adele, '21'

  O álbum de estréia de Adele Adkins, 19 , foi marcante por conta de sua música e não por causa de sua voz. Porém, sua inexperiência no mundo da música tem feito com que muitas pessoas que curtem este tipo de música tenha se ajoelhado aos seus pés afirmando ser um novo talento. Muita coisa mudou, e agora que ela está no ponto – 21 se refere propriamente a sua idade quando ela compôs estas canções que estão aqui em seu segundo trabalho – Adele se liberta e ganha a confiança como cantora e artista no gênero que ela própria e muitas poucas pessoas tanto defendem. Em "Rolling in the Deep", Adele desabrocha e conquista a todos com a forte personalidade contida na música. Tanto o ambiente sonoro que soa fantástico e a letra de Adele soam fantásticas em meio a ação que a faixa nos mostra. (Esta abordagem está funcionando: 21 já lidera as paradas em oito países). Portanto, os compositores que ajudaram Adele estão aqui: Paul Epworth, Ryan Tedder, Dan Wilson e Fraser T. Smith....

Kanye West, 'My Beautiful Dark Twisted Fantasy'

Quando Kanye West se reapresenta para o mundo com músicas épicas de hip-hop, literalmente eu tenho a impressão sobre a que ponto West está chegando. My Beautiful Dark Twisted Fantasy simplesmente é um épico do gênero, na qual aborda um Kanye mais cômico, levando ele para o topo dos artistas de hip-hop, se tornando o Bruce Springsteen do hip-hop, uma lenda do rap, porque a cada novo álbum concebido, uma nova surpresa em todos os estilos – batidas eletrônicas, codificadores de fala, melodias R&B, participações especiais, etc. Apesar de robusto, o quinto disco de Kanye soa completamente grandioso, nunca antes visto na história do hip-hop. Há muitas amostras que poderiam ser levadas ao status de "obra-prima", não só em teoria de álbuns, como de singles. Por exemplo, em "Dark Fantasy", coros vocais femininos misturados com vocais pequenos masculinos e ritmados com as melodias R&B de piano é uma peça que poderia ser lançado em single, pelo seu conteúdo ...

Taylor Swift, 'Speak Now'

  As pessoas gostam de se fixar em jovens como a Taylor Swift, como se dissessem, "sim, ela realmente é muito boa para uma garota desta idade". Mas isso implora uma pergunta: onde estão as pessoas mais velhas e experientes que supostamente fariam discos melhores de música pop que Taylor Swift? Não existem sequer uma pessoa. Em apenas quatro anos, esta jovem de Nashville, de 20 anos colocou seu nome nesta ordem de grandes e inteligentes músicas lançadas por qualquer pessoa no pop, rock ou country.     O terceiro álbum de Swift, Speak Now , é duas vezes tão boa quanto Fearless (2008), que foi duas vezes tão boa quanto a sua estréia de 2006. Estas 14 faixas narram as esperanças e os sonhos de uma garota louca de uma pequena cidade, e Swift escreveu todas sozinha. (Ela também co-produziu Speak Now com Nathan Chapman, que supervisionou os dois primeiros álbuns de Swift). Swift poderia ser de Nashville que sabe de tudo em fazer grandes sucessos, m...

Bruce Springsteen, 'Working on a Dream'

No novo álbum de Bruce Springsteen, as músicas são mais bem humoradas, porém de um jeito diferente. Working on a Dream foi concebido em plena época de eleições norte-americanas, o que o título já se refere em uma grande atitude de mudança. Se por outro lado, Magic  – seu antecessor de 2007 – trazia toda sua insatisfação em torno dos problemas americanos e econômicos do país há dois anos atrás, Working on a Dream significa tudo mais positivo, mas nunca se esquecendo do "american dream". Um exemplo perfeito do que estou falando é na poderosa faixa de abertura, o épico de faroeste de oito minutos "Outlaw Pete", na qual Springsteen se transporta para dentro da música e se transforma no personagem principal do enredo. "I'm Outlaw Pete, can your hear me?" ("Eu sou Outlaw Pete, você pode me ouvir?"), canta Springsteen, como quem chamar a atenção dos causadores de problemas da terra da oportunidade. Sim, esse tipo de sonoridade imposta pe...

Bruce Springsteen, 'Magic'

Bruce Springsteen é o cara. É incrível como ele tem o poder de criar mais sucessos. Claro que isso não explica a montanha de melodias romanticamente formados que faz de Magic , o seu melhor álbum desde The Rising , de 2002, cuja inspiração foi o ataque terrorista de 11 de setembro, às Torres Gêmeas. Sua inspiração para este novo disco é a forma como se encontra a política nos Estados Unidos, como a expressão do estado e da sociedade norte-americana, especialmente porque na faixa-título, Springsteen canta forte e firme: "I got a shiny saw blade/All I needs a volunteer/I'll cut you in half/While you're smiling at me" ("Tudo o que eu preciso é de um voluntário/Eu vou cortar você ao meio/Enquanto seu sorriso está de orelha em orelha"). Mas nada seria de Magic sem a sua E Street Band, que são irmãos de estrada de mais de trinta anos, na qual Springsteen dissolveu na década de 1990 e retornou em 2002 com The Rising , que por sua vez se separou novamente...

Avril Lavigne, 'The Best Damn Thing'

Na primeira faixa do álbum, "Girlfriend", Avril Lavigne está abusivamente rebelde, pronta para roubar o namorado de uma colegial, o que eu acho errado. No todo, a complexidade de  The Best Damn Thing  é aquele punk-rock de pura testosterona do primeiro álbum, assim como a maioria de suas canções completamente descomplexadas, sem um bom propósito. O disco tem faixas bastante boas, como na balada "When You're Gone", na qual a cantora canadense volta com a seriedade, enquanto que "Contagious" soa de uma maneira bastante doce e certamente conquistará as suas fãs. Contudo, o conteúdo musical soa fraco, sem letras sérias para se levar um álbum a sério.  Como eu já havia dito, há canções que simplesmente vão conquistar o público, como "I Can Do Better", que segundo Lavigne, foi gravado quanto a cantora estava bêbada, o que comprova a animação e a descontração da música através das risadas que são ouvidas notoriamente. Tudo isso soa animado...

Brian Wilson, 'Smile'

Nunca é tarde demais para se retomar um projeto parado. Smile nada mais é do que uma obra-prima dos Beach Boys lançada no nome do mentor do grupo californiano, Brian Wilson, o gênio que na metade dos anos 1960, chegou a ser maior que os Beatles. Assim como o mito da morte de Paul McCartney, Smile fazia parte desses mitos que nunca seriam solucionados. Um mito a menos na lista.  Dentro de Smile , um álbum que foi gravado há 37 anos atrás e que fora concluído apenas em junho desse ano, contém tudo o que os Beach Boys fizeram de melhor desde a obra-prima Pet Sounds , de 1966, e Wild Honey, de 1968 – coros vocais mágicos dos três membros remanescentes do grupo californiano, mas que ainda os tornam fascinantes e clássicos, como nenhuma outra banda conseguiu fazer igual. Wilson colocou tudo o que você possa imaginar em termos de quantidade. Existe aquela frase que "quantidade não é qualidade". Smile é retoricamente o oposto desta frase. Neste caso, a "quantidade...