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Taylor Swift, 'Speak Now'

  As pessoas gostam de se fixar em jovens como a Taylor Swift, como se dissessem, "sim, ela realmente é muito boa para uma garota desta idade". Mas isso implora uma pergunta: onde estão as pessoas mais velhas e experientes que supostamente fariam discos melhores de música pop que Taylor Swift? Não existem sequer uma pessoa. Em apenas quatro anos, esta jovem de Nashville, de 20 anos colocou seu nome nesta ordem de grandes e inteligentes músicas lançadas por qualquer pessoa no pop, rock ou country.     O terceiro álbum de Swift, Speak Now , é duas vezes tão boa quanto Fearless (2008), que foi duas vezes tão boa quanto a sua estréia de 2006. Estas 14 faixas narram as esperanças e os sonhos de uma garota louca de uma pequena cidade, e Swift escreveu todas sozinha. (Ela também co-produziu Speak Now com Nathan Chapman, que supervisionou os dois primeiros álbuns de Swift). Swift poderia ser de Nashville que sabe de tudo em fazer grandes sucessos, m...

Bruce Springsteen, 'Working on a Dream'

No novo álbum de Bruce Springsteen, as músicas são mais bem humoradas, porém de um jeito diferente. Working on a Dream foi concebido em plena época de eleições norte-americanas, o que o título já se refere em uma grande atitude de mudança. Se por outro lado, Magic  – seu antecessor de 2007 – trazia toda sua insatisfação em torno dos problemas americanos e econômicos do país há dois anos atrás, Working on a Dream significa tudo mais positivo, mas nunca se esquecendo do "american dream". Um exemplo perfeito do que estou falando é na poderosa faixa de abertura, o épico de faroeste de oito minutos "Outlaw Pete", na qual Springsteen se transporta para dentro da música e se transforma no personagem principal do enredo. "I'm Outlaw Pete, can your hear me?" ("Eu sou Outlaw Pete, você pode me ouvir?"), canta Springsteen, como quem chamar a atenção dos causadores de problemas da terra da oportunidade. Sim, esse tipo de sonoridade imposta pe...

Bruce Springsteen, 'Magic'

Bruce Springsteen é o cara. É incrível como ele tem o poder de criar mais sucessos. Claro que isso não explica a montanha de melodias romanticamente formados que faz de Magic , o seu melhor álbum desde The Rising , de 2002, cuja inspiração foi o ataque terrorista de 11 de setembro, às Torres Gêmeas. Sua inspiração para este novo disco é a forma como se encontra a política nos Estados Unidos, como a expressão do estado e da sociedade norte-americana, especialmente porque na faixa-título, Springsteen canta forte e firme: "I got a shiny saw blade/All I needs a volunteer/I'll cut you in half/While you're smiling at me" ("Tudo o que eu preciso é de um voluntário/Eu vou cortar você ao meio/Enquanto seu sorriso está de orelha em orelha"). Mas nada seria de Magic sem a sua E Street Band, que são irmãos de estrada de mais de trinta anos, na qual Springsteen dissolveu na década de 1990 e retornou em 2002 com The Rising , que por sua vez se separou novamente...

Avril Lavigne, 'The Best Damn Thing'

Na primeira faixa do álbum, "Girlfriend", Avril Lavigne está abusivamente rebelde, pronta para roubar o namorado de uma colegial, o que eu acho errado. No todo, a complexidade de  The Best Damn Thing  é aquele punk-rock de pura testosterona do primeiro álbum, assim como a maioria de suas canções completamente descomplexadas, sem um bom propósito. O disco tem faixas bastante boas, como na balada "When You're Gone", na qual a cantora canadense volta com a seriedade, enquanto que "Contagious" soa de uma maneira bastante doce e certamente conquistará as suas fãs. Contudo, o conteúdo musical soa fraco, sem letras sérias para se levar um álbum a sério.  Como eu já havia dito, há canções que simplesmente vão conquistar o público, como "I Can Do Better", que segundo Lavigne, foi gravado quanto a cantora estava bêbada, o que comprova a animação e a descontração da música através das risadas que são ouvidas notoriamente. Tudo isso soa animado...

Brian Wilson, 'Smile'

Nunca é tarde demais para se retomar um projeto parado. Smile nada mais é do que uma obra-prima dos Beach Boys lançada no nome do mentor do grupo californiano, Brian Wilson, o gênio que na metade dos anos 1960, chegou a ser maior que os Beatles. Assim como o mito da morte de Paul McCartney, Smile fazia parte desses mitos que nunca seriam solucionados. Um mito a menos na lista.  Dentro de Smile , um álbum que foi gravado há 37 anos atrás e que fora concluído apenas em junho desse ano, contém tudo o que os Beach Boys fizeram de melhor desde a obra-prima Pet Sounds , de 1966, e Wild Honey, de 1968 – coros vocais mágicos dos três membros remanescentes do grupo californiano, mas que ainda os tornam fascinantes e clássicos, como nenhuma outra banda conseguiu fazer igual. Wilson colocou tudo o que você possa imaginar em termos de quantidade. Existe aquela frase que "quantidade não é qualidade". Smile é retoricamente o oposto desta frase. Neste caso, a "quantidade...

Arcade Fire, 'Funeral'

Todo tipo de conteúdo geralmente é colocado em um disco de forma reciclada, e Funeral – o primeiro trabalho desta banda canadense chamada Arcade Fire – não foi diferente. Ela alcança patamares que eu ainda não ouvi esse ano. Contém uma sonoridade diferente, que me chamou atenção pelo fato do mega-grupo usar muito teclado para engrandecer o ambiente emocional e musical. Suas letras soam completamente tocantes – Funeral fala sobre o amor, a dor, a perda, e principalmente sobre a morte – enquanto o casal líder da banda, Win Butler e Régine Chassagne colocaram uma característica muito bonita misturando os seus vocais nas faixas. O resultado foi que Funeral é uma grande estreia para esses canadenses.  Mas o que interessa aqui é que o Arcade Fire é diferente de todas as outras bandas novas que eu já ouvi e o que me impressionou foi como esses canadenses de Montreal misturam os instrumentos mais curiosos e que nunca fizeram parte do ambiente sonoro do rock & roll. O ...

Avril Lavigne, 'Under My Skin'

Dois anos se passaram desde que Avril Lavigne lançou Let Go , sua estréia na música fonográfica e pasmem: a canadense está de volta, porém muito mais madura e com um álbum de rock de grande qualidade e muito mais equilibrado. Under My Skin é o seu segundo álbum e o mais coeso em termos de sonoridade e composição. Confesso que me surpreendi com o crescimento desta artista que tem apenas dezenove anos, e isso mostra como raramente temos artistas mirins que se diferenciam de um grande número de cantores engana-bobos.  Mesmo com seus dezenove anos, Lavigne pode ser excluída da lista dos artistas mirins que só fazem sucesso para uma faixa etária de adolescentes. Ela está se tornando grande, e foi o que ela sempre quis. Mas essa mudança não só ocorreu pelo seu sonho, mas pela vontade de progredir para chegar em algum lugar. "I'm With You" conquistou a todos, mas aqui temos outra faixa a altura: "Don't Tell Me". A terceira faixa do disco simplesmente tem...