Pular para o conteúdo principal

Band of Skulls, 'Sweet Sour'


É interessante ver que tem muitos discos de rock para serem avaliados, já que, ultimamente, a música pop das batidas eletrônicas esteja superando as cinco longas décadas de reinado do rock & roll como a música-forte para o pop. Em Sweet Sour, o trio Band of Skulls (o guitarrista Russell Marsden nos vocais; Emma Richardson no baixo e Matt Hayward na bateria) me lembram muito o White Stripes: Muita levada de rock & roll, com algumas mesclas de blues, hard rock e rock progressivo.

Na faixa título, o heavy metal e o hard rock são obviamente levados a sério, enquanto que "Lay My Head Down" inicialmente é um rock progressivo que passa rapidamente para o blues, e "You're Not Pretty But You Got It Goin' On" é um rock altamente sarcástico, trazendo o velho e respeitado espírito do rock & roll. Dentre outras coisas que tem em Sweet Sour, os vocais são altamente potentes, algumas vezes combinados com os vocais de sua esposa, a baixista Emma Richardson. O disco é um grande alvo para quem apenas busca o velho rock clichê: muita guitarra ao velho estilo Aerosmith ao Deep Purple e que passa também do Yes ao Bad Company.

Em algumas situações, como é em "Navigate", a banda viaja sonoramente e psicologicamente ao folk, com altas doses de cantos narrativos, onde a bateria renasce das cinzas, trazendo lentamente e pelas beiradas, o sua levada mais gótica dentro de Sweet Sour. Aqui a banda é altamente equilibrada, e como é possível, com tanta banda ainda para ser vista, que o Band of Skulls seja rotulada como uma banda de punk rock. O trio é apenas uma grande mistura de sonoridades que, sem nenhum dos três exagerarem, fizeram de Sweet Sour uma grande apresentação dentro do estúdio para os nossos ouvidos.

7/10


Por Leonardo Pereira

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

'Homem-Aranha: Longe de Casa': Cabeça de Teia está de volta novamente

Por Leonardo Pereira Homem-Aranha: Longe de Casa é um dos filmes mais divertidos do UCM, e não tinha que ser diferente. Em um pós- Ultimato , muitos rumores sobre as futuras decisões para os próximos filmes foram levantados e o próprio Kevin Fudge declarou que o ciclo não terminou em Ultimato , pedindo para que os fãs não perdessem Homem-Aranha: Longe de Casa . Aqui encerrou o ciclo que havia começado em Homem de Ferro (2008) e então o filme vai te pegar de jeito em muitas partes especificas, a começar pelo humor hormonal contido mas prestes a explodir entre Peter Parker (Holland) e Mary Jane (Zendaya em uma atuação tão delicada). Você não sabe o que vem por aí. Você pode imaginar que o mundo parou no intervalo entre o estalo de Thanos e a vingança dos Vingadores em Ultimato , mas se passaram oito meses desde que aqueles que viraram em pó (o desaparecimento foi batizado de "blip"). E não tem como não se entregar por Tom Holland vivendo um Peter Parker adolescente ...

'Anna: O Perigo tem Nome': Uma mulher, uma arma e algumas vítimas

O diretor Luc Besson prefere colocar ação baseado na Guerra Fria de forma genérica Para um bom filme de ação, você precisa de uma mulher sensual com inúmeras habilidades de lutas e de muitos pescoços quebrados. Era o que o próprio Godard sempre dizia, e Luc Besson, cineasta francesa conhecida do glorioso diretor francês. Seu novo trabalho traz uma ação que impressiona por trazer um enredo dos anos 80 e 90 entre URSS e Estados Unidos em uma guerra entre serviços secretos, o que definiu boa parte do século 21 na Guerra Fria. Além dos mistérios envolvendo esta richa entre FBI-KGB, entra em ação Anna Poliatova (uma Sasha Luss bem articulada como uma agente). Quando você assiste Anna: O Perigo tem Nome , todos os ingredientes para uma trama bem resolvida estão garantidos: Anna é uma beldade russa que está vivendo a vida de festa como uma modelo profissional nos cliques das fotos. Este serviço serve apenas de cortina de fumaça porque ela é uma assassina disfarçada a serviço...

'Annabelle 3: De Volta Para Casa': A boneca demoníaca volta para te atormentar

Terceiro filme do universo Invocação do Mal nos entrega uma máquina potente do gênero que envolve o terror com o simplista Com uma mistura de Uma Noite no Museu , o universo de  Invocação do Mal tem chamado atenção pelo terror estiloso e seu principal instrumento, a boneca Annabelle foi a válvula de escape para que filmes solo fossem realizados, explorando ainda mais este universo do terror. Logo que você ver Annabelle 3: De Volta Para Casa , o filme mais convencional dos últimos três que dão nome da boneca demoníaca, seus questionamentos sobre uma boneca de porcelana que é usada como um elo para que o sobrenatural aconteça realmente e se ela é possuída ou não, as suas dúvidas serão apagadas imediatamente no início. "Os demônios não possuem coisas, apenas pessoas", deixam claro o casal de investigadores Ed e Lorraine Warren (ambos interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga e colocados no filme como coadjuvantes). Mas quando eles levam a boneca embora ...