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Neil Young, 'A Letter Home'

Com versões de covers de diversos artistas, Neil Young volta de forma mais íntima. A Letter Home é um disco tipicamente caseiro gravado por Young sem a obrigação de trazer novas composições. É curioso o estilo na qual Young canta nas faixas que incluem a autoria de Bob Dylan ("Girls from the North Country"), Bruce Springsteen ("Reason to Believe" e "My Hometown") e etc. Sua viola é completamente elegante, sofisticada em meio aos vocais cantados em microfones daqueles tipos de telefones britânicos. Ao mesmo tempo, o ambiente soa ruim e confuso, percebendo que não há boa qualidade de som. A Letter Home está longe de ser um grande álbum, é apenas Neil Young trabalhando para não ser vítima da falta de ter o que fazer. Por Leonardo Pereira

The Black Keys, 'Turn Blue'

O oitavo album do Black Keys simplesmente possui mais chamas ardentes do rock & roll desde o seu blues poderosamente bem executado de Brothers, de 2010. Turn Blue é o seguimento da banda de Akron, Ohio, saindo um pouco do som rock de garagem de El Camino , de 2011, que acabou voltando um pouco ao passado, e em especial, ao começo de carreira do duo de rock. Com a técnica e talento da guitarra de Dan Auerbach e da bateria que faz se mover com tamanha preciosidade de Patrick Carney, a primeira faixa é uma maestria que envolve a psicodelia. "Weight of Love" é uma grande chama roqueira pronta para se libertar entre os solos loucos que fazem renascer um pouco o jovem Eric Clapton dos anos 1960. Obviamente, a sonoridade de Turn Blue soa muito mais ambiciosa, mas em troca, a banda teve que pagar o preço. Muitos que já ouviram Turn Blue reclamam que as letras soam muito mais depressivas, desabafando muito precisamente sobre o fim do amor e o casamento, rompimentos e ...

Shakira, 'Shakira.'

O décimo álbum da colombiana Shakira simplesmente soa muito mais embalado e organizado do que seu antecessor, o explosivo e tempestuoso Sale El Sol , de 2010. Mas aqui, após o seu merecido descanso aproveitando a fase de mãe, a cantora continua com todas as suas vibrações firmes em "Empire" e na faixa "Can't Remember to Forget You" – com a participação especial de Rihanna dividindo os vocais – Shakira soa completamente imperdível, colocando o clima certo para o disco da colombiana. É claro que ela colocaria a música eletrônica "La La La" para agitar com tudo os seus ouvintes. Imaginamos ela em Shakira. cantando e interpretando todas as músicas desse trabalho novo ao vivo, com seus gingados latinos que sempre o definiram, e o melhor: com um trabalho que soa forte, equilibrado e na medida para as pistas de dança na América Latina e nos Estados Unidos e em toda a Europa.  Por Leonardo Pereira

Johnny Cash, 'Out Among the Stars'

Johnny Cash sempre teve um grande número de material guardado depois de sua morte no início da década passada, e isso possibilitou uma volta com Out Among the Star s, primeiro disco póstumo lançado após o seu último álbum da série American – VI: Ain't no Grave  – concebido em 2010. Com isso, Cash sempre foi o artista daquela lendária de ouro do rock e da música popular americana que continuou sendo reconhecido, assim como o mestre Bob Dylan nos dias de hoje. Com treze faixas – nas quais, nenhuma delas ultrapassam dos quatro minutos de duração – Out Among the Stars é uma espécie de prova de que, mesmo depois de morto, Cash continua sendo uma prova de grande originalidade, devido principalmente pelas suas canções de boa qualidade que estavam trancafiadas a sete chaves.  Um dos grandes exemplos é o rockabilly "I'm Movin' On'", uma completa e baladeira canção animada, lembrando os anos 1950, a rebeldia, a entrada dos anos 1960 na história da música, a ...

Elton John, 'Goodbye Yellow Brick Road: 40th Anniversary Box Set'

Elton John simplesmente fez seu melhor trabalho em toda sua carreira, e Goodbye Yellow Brick Road foi um álbum duplo de conteúdo sonoro e lírico do pianista e com letras bastante sinceras de Bernie Taupin, na qual, misturou tudo, desde uma homenagem ao ator faroeste que via desde criança ("Roy Rogers"), Marylin Monroe ("Candle in the Wind"), fatos verdadeiros sobre confusões ("Saturday Night's Alright for Fighting"), soul e R&B deliciosos ("Bennie and the Jets") e a entrada mais épica do sétimo álbum de Elton John ("Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding"). Contudo, o álbum duplo que o colocou nas paradas americanas com um dos maiores artistas da época completou 40 anos, e esse box especial trouxe grandes jóias em relação a Goodbye Yellow Brick Road : contendo cinco CDs e um DVD que mostram faixas inéditas das sessões do disco, além de ter nove canções gravadas de artistas que vai do Fall Out Boy até Miguel em homenagem ...

St. Vincent, 'St. Vincent'

St. Vincent tem um talento para fazer este tipo de música: algo constantemente reciclado, com batidas que não chegam a ser potentes e os vocais semelhantes com Lana Del Rey, mas menos chamativo. Annie Clark (seu nome de nascimento) sabe entreter muito bem com seu quinto trabalho de estúdio, o melhor em dois anos. Mas a sonoridade do álbum soa bastante depressiva, com ambientes sonoros bastante sonoros e obscuros. Colaborando no álbum solo de David Byrne (ex-Talking Heads), em Love This Giant , todas as faixas soaram simultaneamente iguais, o que não causou uma boa impressão, enquanto que em St. Vincent , a artista conseguiu tirar um pouco a mesmice de todo seu trabalho com Byrne: aqui tem muita influência vinda do hip-hop e uma possível mistura do R&B americano com uma sonoridade que se aproxima do new-wave e da onda musical indie. Ouvindo profundamente as onze faixas desse disco, trata-se de um álbum de tamanho embalo emocional, é o que as melodias melancólicas nos proporcio...

Skrillex, 'Recess'

Dentro do mundo da música eletrônica, Skrillex é o tipo de cara que comanda tudo o que está acontecendo nesse som que chamam de "dubstep". Em Recess – seu sétimo trabalho em menos de cinco anos – o produtor musical de Los Angeles simplesmente colocou mais atributos musicais em seu som, que ficou muito mais potente que os seus álbuns anteriores bem sucedidos. Potentes porque se parecem com sonoridades que lembram séries envolvendo robôs, algo muito raro para um álbum de eletrônica. Exitem faixas cruas, como "Dirty Vibe", uma música que mostra a estranheza de sua sonoridade, mas tudo volta a ser lembrado que isso é normal para o gênero de eletrônica e hip-hop.  Mas esta mesma canção bem que poderia ser rotulada de "música de hip-hop", também. Não teria nenhum problema, mas em relação a "F*** That", sem dúvida seria uma ótima idéia colocá-la nas pistas de dança para agitar esse mundo de vez. Todas as onze faixas de Recess marcam um ponto ...