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Shakira, 'Shakira.'

O décimo álbum da colombiana Shakira simplesmente soa muito mais embalado e organizado do que seu antecessor, o explosivo e tempestuoso Sale El Sol , de 2010. Mas aqui, após o seu merecido descanso aproveitando a fase de mãe, a cantora continua com todas as suas vibrações firmes em "Empire" e na faixa "Can't Remember to Forget You" – com a participação especial de Rihanna dividindo os vocais – Shakira soa completamente imperdível, colocando o clima certo para o disco da colombiana. É claro que ela colocaria a música eletrônica "La La La" para agitar com tudo os seus ouvintes. Imaginamos ela em Shakira. cantando e interpretando todas as músicas desse trabalho novo ao vivo, com seus gingados latinos que sempre o definiram, e o melhor: com um trabalho que soa forte, equilibrado e na medida para as pistas de dança na América Latina e nos Estados Unidos e em toda a Europa.  Por Leonardo Pereira

Johnny Cash, 'Out Among the Stars'

Johnny Cash sempre teve um grande número de material guardado depois de sua morte no início da década passada, e isso possibilitou uma volta com Out Among the Star s, primeiro disco póstumo lançado após o seu último álbum da série American – VI: Ain't no Grave  – concebido em 2010. Com isso, Cash sempre foi o artista daquela lendária de ouro do rock e da música popular americana que continuou sendo reconhecido, assim como o mestre Bob Dylan nos dias de hoje. Com treze faixas – nas quais, nenhuma delas ultrapassam dos quatro minutos de duração – Out Among the Stars é uma espécie de prova de que, mesmo depois de morto, Cash continua sendo uma prova de grande originalidade, devido principalmente pelas suas canções de boa qualidade que estavam trancafiadas a sete chaves.  Um dos grandes exemplos é o rockabilly "I'm Movin' On'", uma completa e baladeira canção animada, lembrando os anos 1950, a rebeldia, a entrada dos anos 1960 na história da música, a ...

Elton John, 'Goodbye Yellow Brick Road: 40th Anniversary Box Set'

Elton John simplesmente fez seu melhor trabalho em toda sua carreira, e Goodbye Yellow Brick Road foi um álbum duplo de conteúdo sonoro e lírico do pianista e com letras bastante sinceras de Bernie Taupin, na qual, misturou tudo, desde uma homenagem ao ator faroeste que via desde criança ("Roy Rogers"), Marylin Monroe ("Candle in the Wind"), fatos verdadeiros sobre confusões ("Saturday Night's Alright for Fighting"), soul e R&B deliciosos ("Bennie and the Jets") e a entrada mais épica do sétimo álbum de Elton John ("Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding"). Contudo, o álbum duplo que o colocou nas paradas americanas com um dos maiores artistas da época completou 40 anos, e esse box especial trouxe grandes jóias em relação a Goodbye Yellow Brick Road : contendo cinco CDs e um DVD que mostram faixas inéditas das sessões do disco, além de ter nove canções gravadas de artistas que vai do Fall Out Boy até Miguel em homenagem ...

St. Vincent, 'St. Vincent'

St. Vincent tem um talento para fazer este tipo de música: algo constantemente reciclado, com batidas que não chegam a ser potentes e os vocais semelhantes com Lana Del Rey, mas menos chamativo. Annie Clark (seu nome de nascimento) sabe entreter muito bem com seu quinto trabalho de estúdio, o melhor em dois anos. Mas a sonoridade do álbum soa bastante depressiva, com ambientes sonoros bastante sonoros e obscuros. Colaborando no álbum solo de David Byrne (ex-Talking Heads), em Love This Giant , todas as faixas soaram simultaneamente iguais, o que não causou uma boa impressão, enquanto que em St. Vincent , a artista conseguiu tirar um pouco a mesmice de todo seu trabalho com Byrne: aqui tem muita influência vinda do hip-hop e uma possível mistura do R&B americano com uma sonoridade que se aproxima do new-wave e da onda musical indie. Ouvindo profundamente as onze faixas desse disco, trata-se de um álbum de tamanho embalo emocional, é o que as melodias melancólicas nos proporcio...

Skrillex, 'Recess'

Dentro do mundo da música eletrônica, Skrillex é o tipo de cara que comanda tudo o que está acontecendo nesse som que chamam de "dubstep". Em Recess – seu sétimo trabalho em menos de cinco anos – o produtor musical de Los Angeles simplesmente colocou mais atributos musicais em seu som, que ficou muito mais potente que os seus álbuns anteriores bem sucedidos. Potentes porque se parecem com sonoridades que lembram séries envolvendo robôs, algo muito raro para um álbum de eletrônica. Exitem faixas cruas, como "Dirty Vibe", uma música que mostra a estranheza de sua sonoridade, mas tudo volta a ser lembrado que isso é normal para o gênero de eletrônica e hip-hop.  Mas esta mesma canção bem que poderia ser rotulada de "música de hip-hop", também. Não teria nenhum problema, mas em relação a "F*** That", sem dúvida seria uma ótima idéia colocá-la nas pistas de dança para agitar esse mundo de vez. Todas as onze faixas de Recess marcam um ponto ...

Rick Ross, 'Mastermind'

Rick Ross sabe acertar a todos em cheio e na medida. Mastermind soa grandemente como um grande álbum de rap, e isso prova que ele é o cara desse gênero, assim como o inovador Kanye West. As suas batidas são potentes e agradáveis de se ouvir. Apesar de serem explícitas, as 19 faixas são bem sólidas, comparadas com um bom ambiente sonoro, com fundos de pessoas falando, relógios tocando, Ross coloca a sua principal vocação: as palavras. Em "Drug Dealers Dream", voltamos aos anos 1990, quando, dentro do rap, gangues eram rivais e se matavam rumo à hegemonia de tal bairro. Foi assim com Tupac Shakur, com Notorious B.I.G., etc. Falando de Notorious B.I.G., "Thug Cry" é um hip-hop massante com o som remixado de "You're Nobody (Til Somebody Kills You)", o que torna o disco um pouco mais sério. Ross é um grande dono da encrenca. Ele fez inúmeros trabalhos que desafiaram a todos os rappers a fazerem o mesmo, mas foram poucos os caras que entenderam a sua ...

Soda Stereo: Discografia Comentada

  O rock argentino – chamado de "El Rock Nacional" por lá – encontrou o seu ápice na década de 1980: problemas políticos estavam envolvidos e os artistas da época estavam insatisfeitos com a condição de seu país na economia e na Guerra das Malvinas. Para piorar, o povo estava sendo enganado pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri, que afirmava que a Argentina havia ganho a batalha. Depois de descoberto a mentira, o povo e os músicos da época se voltaram contra Galtieri, que no final das contas, teve que renunciar e sair da Casa Rosada (sede do governo argentino). Foi a partir desse exato momento que o rock dentro da República Argentina começou a ser ouvido e venerado de tal forma que hoje é comparado a paises como Inglaterra e Estados Unidos, onde o rock sempre foi bem afirmado e considerado como arte cultural.  Nesse exato momento, quando o rock começou a reformular seu estilo e ganhar um gênero que se aproximasse da conhecida "música de protesto", e...