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Beck, 'Morning Phase'

Quando Beck lançou Sea Change em 2002, o mundo reverenciou o disco, se tornando um dos mais destacados naquele período. Agora, em Morning Phase , Beck volta basicamente para o Blood on the Tracks de sua carreira. É interessante a adversidade musical que o músico de estilo retrô e reciclável colocou com sucesso, mesma característica que Sea Change tem e que Beck resgatou para aqui em Morning Phase . Eu tenho a leve impressão de que Beck criou mais um trabalho importante em sua carreira, e que através dos anos, será considerado como um clássico do folk.  Na introdução do álbum, em "Cycle", quem começa é David Campbell, pai do cantor americano, colocando tudo o que será ouvido em questão de influência. Em "Morning", tudo soa sinceramente lindo, com uma pitada de bateria acústica retirada sem intenção de "Tangled Up in Blue", de Bob Dylan. Com o ritmo da música, Beck canta devagar, mas com uma qualidade que não se pode comparar com nenhuma outra v...

Stephen Malkmus and The Jigs, 'Wig Out the Jagbags'

Stephen Malkmus foi um dos poucos artistas indie dos anos 1990 a continuar trabalhando seriamente no ramo da música. Também é o único dessa época a fazer música inteligente e de boa qualidade. Isso justifica o que esse novo material significa. Wig Out the Jagbags – seu sexto álbum acompanhado com os Jigs, veio com as melhores faixas desde há algum tempo. Tudo o que soa aqui é bastante explosivo, mas de um jeito diferente: sem paulera e barulheira. Teoricamente, as guitarras soam completamente semelhantes com o toque conhecido de Eric Clapton quando tocava no Cream nos anos 1960. Seu estilo de garagem é completamente aceitável, comercial. Curiosamente, muitos poderiam afirmar que este tipo de música não é nenhum pouco semelhante ao indie-rock, mas "Lariat" é a música que mais se parece com o subgênero. Também, a sonoridade bonita de "Houston Hades" me faz lembrar o Grateful Dead de Jerry Garcia, quando foi a primeira grande banda popular dos Estados Unidos...

Lorde, 'Pure Heroine'

Lorde simplesmente foi a revelação de 2013: ela abocanhou posições nas paradas, foi inúmeras vezes elogiadas por qualquer jornalista da imprensa da música que você possa imaginar, e é bastante esquisita. Esta jovem tímida roubou a atenção de todos com esta estréia, Pure Heroine , um disco de batidas simples de hip-hop com suas letras pessoais e exageradamente provocantes. Desde que seu EP The Love Club despertou um número considerável de ouvintes, Lorde despertou do começo difícil para a fama inevitável.  Esta garota de 18 anos simplesmente revolucionou ao ser uma das mulheres mais jovens – se bem que ainda estou com dúvida se já devo chamá-la de mulher, por seu jeito retraído como de uma adolescente – a ganhar os gramofones do Grammy (Música do Ano e Melhor Performance Pop Solo, com "Royals" – que está em Pure Heroine), mostrando que a receita deu bastante certo, pois Lorde ainda está nos holofotes e entrou no páreo contra Miley Cyrus, outra novata da música que e...

Bruce Springsteen, 'High Hopes'

Depois da grandiosa turnê mundial que acabou gloriosamente, Springsteen volta ao trabalho com  High Hopes , seu 18º álbum de estúdio que traz músicas que nunca sequer participaram dentro de um disco de Springsteen e outras que já foram lançadas que foram refeitas de acordo com o gosto de The Boss. Primeiramente, o momento é de Springsteen, que se auto-compara o momento na qual viveu nos anos 1980, na qual garantiu uma saudação ovacional por seu trabalho, principalmente com trabalhos inovadores como Nebraska (1982) e Born in the U.S.A. (1984).  Ouvindo o novo álbum, percebe-se que Springsteen descartou as características R&B com coros vocais gospel de seu último disco,  Wrecking Ball , o disco que se tornou a grande cartada de Springsteen para a Grande Recessão, e trouxe um novo jeito de tocar em High Hopes . Há tantas faixas qualificadas que nem sei por onde começar. A faixa-título, que começa o disco de forma bastante extravagante, com uma sonoridade que ...

VM: Os 10 Melhores Álbuns de 2013

O ano foi de muitas novidades, com David Bowie acabando com seu silêncio de dez anos com seu novo disco de inéditas e bandas indie revolucionando seu subgênero colocando novos sons e inovando em seu nascimento musical. Atenção, 2013 foi um ano do improviso, criatividade e inovação.   #1. Arcade Fire  –   Reflektor A mudança de ares deixou o Arcade Fire na medida para criar o seu melhor disco até o momento. Reflektor simplesmente foi o que mais chamou atenção em 2013, pela sua arte da capa, composição e sonoridade inovadora que originou neste álbum dúplo um novo clássico do nosso tempo. Neste caso, Reflektor  tem a cara de uma obra-prima lançada dentro de uma geração de iPads, computadores e celulares de alta geração. Seu som soa completamente novo e inovador dentro dos primórdios da música, pois o seu rock de levantar arenas de lançamentos anteriores ( Funeral , de 2004, Neon Bibl e, de 2007, e The Suburbs , de 2010) foi genialmente fundido com o dance, o...

Beyoncé, 'Beyoncé'

Beyoncé simplesmente é uma artista que cativa a todos com sua sensualidade, todos já perceberam em sua passagem pelo Rock in Rio, realizado no ano passado. Mas em seus 15 anos de estrada, Beyoncé surpreendeu novamente. Seu novo álbum, intitulado com o nome da cantora, foi vendido aos 45 minutos do segundo tempo no iTunes, sem qualquer aviso ou uso de publicidade. A diva inovou e mais uma vez esse material aqui descreve o fruto de vida da cantora americana e tudo o que a diva já havia aprendido em sua vida de artista globalmente popular.  Contudo, o conteúdo sonoro do álbum é melhor que o seu antecessor, o romântico e sensual 4 , lançado em 2011. Em seu álbum passado, Beyoncé explorou mais as tristezas e incertezas do amor ("1+1"), explorou muito mais a sensualidade em questão ("Run the World") e buscou a certeza do casório para levar uma vida de amor com seu parceiro para sempre ("Best Thing I Never Had"). Não está muito diferente desta antiga pe...

Jake Bugg, 'Shangri La'

Curiosamente, este rapaz talentoso foi denominado como o "novo Bob Dylan", quando em seu álbum —  Jake Bugg   —   abordou as sonoridades épicas e sofisticadas do mestre do folk ao velho estilo The Freewheelin' Bob Dylan . É claro que em seu segundo álbum, Bugg noto-riamente resolve aumentar o volume e acelerar de todas as formas enérgicas o seu som, dei-xando para trás aquela "cópia" de Dylan para se tornar em algo perto de Richard Ashcroft. Colocando o rockabilly mais ligeiro com vocal estilo Dylan ("There's a Best and We All Feed It"), chega a ser um pouco irritante porque Bugg não precisa disso. Mas nas outras 11 faixas surreais, ele entendeu o recado e fez algo pessoal. Shangri La é um disco destacável para a cena indie, fazendo de seus ouvintes fiéis seguidores. Por Leonardo Pereira