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Nirvana, 'In Utero: 20th Anniversary Edition'

Em 1993, In Utero saía fervorosamente diferente de tudo que o Nirvana havia feito dois anos antes em Nevermind . Da sonoridade completamente desprezível, porém inesquecível de "Serve the Servants", do nostálgico e mágico começo até a explosão de "Heart-Shaped Box" e o underground-alternativo-grunge de "All Apologies", esta edição especial da segunda obra-prima da banda de Aberdeen lançada 20 anos atrás define o que aconteceu com o power trio, definindo a cena grunge estabelecido na época. Além de conter o álbum original, ainda contém um segundo CD de gravações instrumentais das mesmas faixas do disco original, além de mixes e canções que acabaram não entrando no processo seletivo do material. Definitivamente, esta edição especial tem muitos motivos para os fãs de carteirinha do Nirvana terem esta jóia incluída em sua coleção particular. Por Leonardo Pereira   

Kings of Leon, 'Mechanical Bull'

Em uma década, o Kings of Leon simplesmente atacou a todos com seu rock de garagem, demolindo com a sua energia, mas não conseguiram encontrar sua voz como grande banda de arena de sua geração – segurando os níveis de grandeza do U2 em canções como "Use Somebody" e "Sex on Fire" em 2008. Mesmo depois de seu sexto álbum garantir uma profundidade consistente – que, em Come Around Sundown (2011) não foi totalmente compreendido – a banda americana simplesmente faz tudo acontecer aqui em Mechanical Bull , seu álbum mais centrado em anos.  Percebe-se a mudança do grupo em relação ao seu antecessor. No início daquele disco, "The End" começava aquele disco esquisito, e no decorrer de tudo, as músicas eram lentas (o que fazia que seu público achasse estranho com a sonoridade imposta por eles). Agora, é diferente: As guitarras aparecem muito mais aqui ("Rock City", que traz a versão de T. Rex voltando musicalmente ao presente). Comparando isso, ...

Sheryl Crow, 'Feels Like Home'

Os planos sempre foram os mesmos, porém são bem comparados com sua capacidade de fazer uma música country de boa qualidade. Sheryl Crow é uma mulher de 51 anos que coloca toda a sua versatilidade em Feels Like Home , seu oitavo álbum de estúdio e o mais bem produzido de toda sua carreira. Por mais que sua voz suave em "Give It to Me" soe como uma balada country romântica – uma das melhores deste novo disco –, há uma imparcialidade com todos os instrumentos musicais que elevam a avaliação geral do ambiente sonoro que Feels Like Home nos apresenta. Crow canta de forma surpreendente, colocando efeitos vocais próprios para enriquecer sua música. Todas as suavidades existentes nesse álbum simplesmente soam excelentes, principalmente no country com batidas eletrônicas simplistas em "We Oughta Be Drinkin'": um contry-pop contagiante de Crow que simetricamente coloca uma grande sutileza dentro do disco mais que notório. Como uma Loreta Lynn da atualidade, Sheryl ...

A noite mais romântica do evento

A quinta noite do Rock in Rio foi a mais intensa até este exato momento. Bandas como Matchbox Twenty, Nickelback e Bon Jovi fizeram desta noite uma das mais inesquecíveis do evento. Dentro das particularidades de cada fã de música, era claro que a maioria de fãs eram da banda norte-americana Bon Jovi, que incluindo esta apresentação no Rock in Rio, foi a sua nona vez aqui no Brasil. Mas também a nossa tarde foi muito agradável com os portugueses do The Gift com a participação do Afrolata, grupo brasileiro de percussão. Além de seus notórios sucessos, a banda interpretou uma canção em homanagem ao Legião Urbana, "Índios", fazendo com o que o público – que ainda era pequeno e estava chegando – cantassem linha por linhda da famosa música lançada pela Legião em 1986, do álbum Dois . Além desta grande homenagem, o grupo português também interpretou temas como "Fácil de Entender" e "Driving You Slow". A tarde ainda estaria por ser ilu...

A noite mais metaleira do Rock in Rio

A quarta noite do Rock in Rio foi a mais aguardada desde o final de semana de muito pop com Jota Quest, Alicia Keys e Justin Timberlake no domingo. Muito pelo contrário, as pessoas chegaram para o quarta dia – preparado para o metal – com uma nostalgia e energia nunca vista antes. Apesar de conter apenas as bandas mais pesadas deste evento, o Brasil estava esperando pela apresentação do Metallica, os caras que melhor representam o metal. Claro que, apesar das atrações brasileiras – que agitaram bastante nos dois palcos, o Sunset e o Mundo – houve uma maior energia dos shows de Ghost BC, Alice in Chains e o Metallica, claro. Às 14h40, o grupo de metal brasileiro República, com a participação especial de Dr. Sin e Roy Z balançaram o público pequeno – que no momento ainda era pequeno por ser o início do quinto dia, mas foi aumentando constantemente. Depois, foi a vez de Almah com o Hibria colocar todo seu espírito jovial de heavy metal. Foi mais de uma e meia...

MGMT, 'MGMT'

Desde que seu primeiro álbum, Oracular Spectacular (2007), foi lançado, a banda formada no Brooklyn por Bem Goldwasser e Andrew VanWyngarden ganharam uma notoriedade mais que surpreendentes, fazendo os adolescentes ouvirem este rock psicodélico com uma abordagem mais próxima do art-rock. Eles simplesmente ganharam a década passada com "Time to Pretend", que inundou as rádios em 2007. Já em Congratulations (2010), a banda se firmou de vez no cenário psicodélico quando misturou os ritmos brasileiros ao seu art-rock, que foram a tropicália e o forró de raiz. Já em seu terceiro álbum – auto intitulado – o grupo busca uma sonoridade mais distorcida, principalmente em faixas como "Mystery Disease", "Your Life Is a Lie" e "A Good Sadness". Os vocais de VanWyngarden soam parecidos com coros principais ao velho estilo brit-pop dos anos 1990. Enquanto VanWyngarden canta, as sonoridades soam atrapalhadas, desorganizadas e desconcertantes, de certa f...

Elvis Costello & The Roots, 'Wise Up Ghost'

Casualmente, soou bastante surpreendente ouvir a voz de Elvis Costello ecoar para fora deste R&B sonoro com hip-hop dos Roots. Muitos não conseguiriam aderir a ideia de que é preciso explorar sons novos. Por mais que fosse uma surpresa, Wise Up Ghost é marcado por altos e baixos, tanto quanto qualquer material dos Roots e do próprio Costello. Um grande exemplo é a forma como a faixa de abertura, o rap-rock "Walk Us Uptown" traz a cara dos Roots, enquanto que, logo em seguida, "Sugar Won't Work" remete a anos passados de Costello em seus grandes discos renomados, Armed Forces (1979) e Imperial Bedroom (1982). O resto das faixas caracterizam musicalmente outra grande obra prima: o soul marcante de Marvin Gaye em What's Going On , de 1971. De todas os tipos de surpresas que ouveram, Elvis Costello e os Roots certamente estão entre os que mais surpreenderam.  Por Leonardo Pereira