Pular para o conteúdo principal

A noite mais romântica do evento























A quinta noite do Rock in Rio foi a mais intensa até este exato momento. Bandas como Matchbox Twenty, Nickelback e Bon Jovi fizeram desta noite uma das mais inesquecíveis do evento. Dentro das particularidades de cada fã de música, era claro que a maioria de fãs eram da banda norte-americana Bon Jovi, que incluindo esta apresentação no Rock in Rio, foi a sua nona vez aqui no Brasil.

Mas também a nossa tarde foi muito agradável com os portugueses do The Gift com a participação do Afrolata, grupo brasileiro de percussão. Além de seus notórios sucessos, a banda interpretou uma canção em homanagem ao Legião Urbana, "Índios", fazendo com o que o público – que ainda era pequeno e estava chegando – cantassem linha por linhda da famosa música lançada pela Legião em 1986, do álbum Dois. Além desta grande homenagem, o grupo português também interpretou temas como "Fácil de Entender" e "Driving You Slow".

A tarde ainda estaria por ser iluminada com a diva de nossa música, Mallu Magalhães, que se apresentou no palco Sunset com a banda de apoio Ouro Negro. Seu repertório estava como "Cena", "Ô Ana" e "Make Mine Blue". Embora estivesse ali por méritos de seu reconhecimento aqui no Brasil, Mallu se sentia um pouco tímida quanto à infraestrutura criada para uma banda de rock & roll e não para um artista da MPB. Mas é o seu jeito tão doce e pura que a fez ser uma das destaques no palco Sunset. Além disso, Mallu homenageou Moacir Santos, tocando com a orquestra "Coisa #6", "Amphibious" e "Coisa #4". Quando acabou sua apresentação com "Sambinha Bom" – sucesso de seu álbum atual e mais ambicioso, Pitanga (2011).

Grace Potter and the Nocturnals entraram depois de Mallu Magalhães, às 17h40, o público estava mais cheio, colocando uma brisa perfeita sobre o sol que já estava começando a se pôr. A banda tem uma energia que conteve o público, que permaneceu no lugar e assistiu o espetáculo. Mesmo assim, a apresentação deste grupo foi muito bom.

Em seguida ao show do Grace Potter and the Nocturnals, Frejat entra no palco para abrir as atividades no palco Sunset, fazendo do público sua arma principal. No palco, o famoso guitarrista do Barão Vermelho tocou canções como "Não Quero Dinheiro", de Tim Maia, "Malandragem" – de sua autoria com Cazuza –, "Por Que a Gente é Assim", "Puro Êxtase", "Maior Abandonado", "Exagerado" e no final com "Pro Dia Nascer Feliz", Frejat encerra épicamente sua participação no Rock in Rio.

Já o Matchbox Twenty foi muito bem no palco Mundo em sua primeira vez em território brasileiro. A maioria dos brasileiros não conhecem este grupo, mas eles são muito conhecidos por expandir e misturar o rock alternativo com pós-grunge e pop rock. Eles abriram com tudo em "Bent", e em seguida, eles vieram com "Disease": a música que virou sucesso como tema da trilha sonora da novela Mulheres Apaixonadas. Uma guitarra perfeita que fez o público recordar na hora daquela bateria perfeita e a voz agradável de Rob Thomas. No decorrer do show, eles tocaram seus maiores sucessos como "3AM", "Real World", "So Sad So Lonely" e "Back to Good".

Além do show destacado de Matchbox Twenty, Ben Harper entrou no palco Sunset com a participação especial de Charlie Musselwhite, um idoso que qualquer um subestimaria seu talento, porém, o cara manda ver em uma gaita de boca. A sonoridade que Harper e Musselwhite proporcionam para o público é de um blues fantástico incluindo grandes improvisações. Foi um grande espetáculo que o palco Sunset nunca havia visto antes nessa edição de Rock in Rio.

Era claro que, depois da surpresa bem sucedida que os norte-americanos do Matchbox Twenty deram para todos, chegou a vez do Nickelback tocar pela primeira vez no Brasil. Havia uma certa curiosidade quanto ao ódio que alguns roqueiros tem pela banda canadense. Os próprios membros se mostraram surpresos pelo fato de algumas pessoas ligadas ao rock & roll não curtirem o seu som, que hoje, é muito reconhecido no mundo todo.

A banda tocou seus maiores sucessos em uma noite inspirada em canções como "Photograph", "Someday", "Rockstar" e a balada que fez o Brasil amá-los para sempre: "Far Away". Para tentar conter o público e fazê-los entrar em seu clima extremamente especial, o vocalista e guitarrista Chad Kroeger perguntou ao público se eles conheciam a banda Nickelback. O público respondeu à altura e Kroeger gostou da resposta. Esses canadenses tocam uma música específica para o público atual, que se entrega completamente de corpo e alma para o quarteto de Hanna, Alberta.

Depois de encerrar sonoramente "Burn It to the Ground", o grupo canadense se despede, dando lugar à apreensão pela espera de Bon Jovi. Se esperava mais do que nunca pelo Bob Jovi, que se discutia sobre as condições que a banda de Nova Jersey poderiam tocar, porque, pelo que as notícias atuais apontavam que a banda poderia acabar, culminando numa disputa judicial. Não é o que todos os fãs da banda de Nova Jersey querem.

A banda entrou com a demonstração facial de preocupação do líder Jon Bon Jovi, deixando a todos um pouco nervosos quanto ao resultado do show. Eles tocaram grandes sucessos que passaram por toda a sua carreira, como "Runaway", "Whole Lot of Leavin'", "Raise Your Hands", e "It's My Life". Mas era claro que, além do show mais que aguardado do Bon Jovi, houve uma grande surpresa e destaque: Jon chamou a sortuda fã para subir ao palco. Seu enorme cartaz pedia que o frontman desse um beijo na fã, que na hora lhe foi dado com muito carinho.

No fim, quando encerrou com "Livin' on a Prayer", o público inteiro pedia por uma canção especial: "Always". Enquanto o Bon Jovi ia se despedindo, se impressionaram totalmente com o pedido mais que emocionante do público enorme do palco Mundo pela tão conhecida balada. A emoção foi tanta que eles acabaram cedendo e tocaram fantasticamente a grandiosa balada. Depois disso, foi só agradecimento da banda para com os fãs e vice versa. Concluíndo, foi a noite mais romântica do evento.

Por Leonardo Pereira

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Soda Stereo: Discografia Comentada

  O rock argentino – chamado de "El Rock Nacional" por lá – encontrou o seu ápice na década de 1980: problemas políticos estavam envolvidos e os artistas da época estavam insatisfeitos com a condição de seu país na economia e na Guerra das Malvinas. Para piorar, o povo estava sendo enganado pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri, que afirmava que a Argentina havia ganho a batalha. Depois de descoberto a mentira, o povo e os músicos da época se voltaram contra Galtieri, que no final das contas, teve que renunciar e sair da Casa Rosada (sede do governo argentino). Foi a partir desse exato momento que o rock dentro da República Argentina começou a ser ouvido e venerado de tal forma que hoje é comparado a paises como Inglaterra e Estados Unidos, onde o rock sempre foi bem afirmado e considerado como arte cultural.  Nesse exato momento, quando o rock começou a reformular seu estilo e ganhar um gênero que se aproximasse da conhecida "música de protesto", e...

'Annabelle 3: De Volta Para Casa': A boneca demoníaca volta para te atormentar

Terceiro filme do universo Invocação do Mal nos entrega uma máquina potente do gênero que envolve o terror com o simplista Com uma mistura de Uma Noite no Museu , o universo de  Invocação do Mal tem chamado atenção pelo terror estiloso e seu principal instrumento, a boneca Annabelle foi a válvula de escape para que filmes solo fossem realizados, explorando ainda mais este universo do terror. Logo que você ver Annabelle 3: De Volta Para Casa , o filme mais convencional dos últimos três que dão nome da boneca demoníaca, seus questionamentos sobre uma boneca de porcelana que é usada como um elo para que o sobrenatural aconteça realmente e se ela é possuída ou não, as suas dúvidas serão apagadas imediatamente no início. "Os demônios não possuem coisas, apenas pessoas", deixam claro o casal de investigadores Ed e Lorraine Warren (ambos interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga e colocados no filme como coadjuvantes). Mas quando eles levam a boneca embora ...

'Homem-Aranha: Longe de Casa': Cabeça de Teia está de volta novamente

Por Leonardo Pereira Homem-Aranha: Longe de Casa é um dos filmes mais divertidos do UCM, e não tinha que ser diferente. Em um pós- Ultimato , muitos rumores sobre as futuras decisões para os próximos filmes foram levantados e o próprio Kevin Fudge declarou que o ciclo não terminou em Ultimato , pedindo para que os fãs não perdessem Homem-Aranha: Longe de Casa . Aqui encerrou o ciclo que havia começado em Homem de Ferro (2008) e então o filme vai te pegar de jeito em muitas partes especificas, a começar pelo humor hormonal contido mas prestes a explodir entre Peter Parker (Holland) e Mary Jane (Zendaya em uma atuação tão delicada). Você não sabe o que vem por aí. Você pode imaginar que o mundo parou no intervalo entre o estalo de Thanos e a vingança dos Vingadores em Ultimato , mas se passaram oito meses desde que aqueles que viraram em pó (o desaparecimento foi batizado de "blip"). E não tem como não se entregar por Tom Holland vivendo um Peter Parker adolescente ...