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Franz Ferdinand, 'Right Thoughts, Right Words, Right Action'

A música é a melhor coisa que já inventaram. Ela ultrapassou anos, décadas, séculos e milênios estando na cultura de diversas épocas, cada vez se reinventando. Nesta resenha que é a de número 100, o Franz Ferdinand volta após um silêncio de quatro anos após seu antecessor, Tonight (2009) e mais para trás, com You Could Have It So Much Better (2005), um dos seus melhores discos já lançados, contendo muito mais as energias recarregadas para irem mais além, colocando música da boa qualidade para todos ouvirem e reverenciarem. É claro que aqui, as coisas soam muito mais dançantes – nos moldes do rock & roll. A banda sabe como entreter seu público, e Alex Kapranos está em ótima fase, com seus vocais alcançando a melhor tonalidade em muito tempo – ao mesmo tempo, o vocalista do grupo canta de forma descontraída –, alçando-os para voos mais altos. Provavelmente, Right Thoughts, Right Words, Right Action levará o Franz Ferdinand muito mais longe para sua grande corrida par...

The Civil Wars, 'The Civil Wars'

Desde sua estréia surpreendente com Barton Hollow em 2011, este duo que toca alternativo e mistura o folk simplesmente decidiram se divertir, colocando sonoridades mais puras, simples e profundas. Em "The One That Got Away", Joy Williams canta com vida e empolgação, e as notas que são precedidas no violão folk do compositor John Paul White soam completamente diferentes, envolvendo outros instrumentos mais suaves como o violino, e depois, chegando a um clima mais explosivo. Nada mal para um álbum como esse. O resto das onze faixas também são de certa maneira surpreendentes. Não há aquela mesmice. O único problema é que, se aproximando do final do disco, as músicas soam mais depressivas, mais pessoais e mais secretas. Concluindo que estes dois tipos de artistas são tudo para um disco folk-alternativo, vindo na imaginação de quem sabe e conhece a história do rock & roll, se parece muito com uma mesclagem de REM com Neil Young. Dentro do contexto, as duas vozes gra...

Avenged Sevenfold, 'Hail to the King'

Parece que o metal sempre foi uma arma bastante seguida pelo Avenged Sevenfold. Pelo visto, seus conteúdos são completamente varridos com tanta agressividade, rapidez e perversidade, e geralmente, em um disco, não dá certo. Todo disco do Avenged é igual em questão de sonoridade. Nem ao menos tentam algo novo. Parece que o destino deste grupo de metal está fadado ao suicídio. Pular sem parar e sacudir a cabeça é fácil, o difícil é ter peito para se arriscar e tentar ser inovador. As faixas do disco são boas, mas eu já ouvi isso nos álbuns anteriores deste grupo que produz a mesmice de sempre.  Por Leonardo Pereira

John Mayer, 'Paradise Valley'

John Mayer possui uma voz muito interessante quando ele canta em meio a um ritmo agradável. Em seu sexto disco lançado, Mayer coloca todo seu conhecimento, paixão, suor e tranquilidade nestas onze canções country-blues (apesar de contar com uma grande influência da música folk também) de tirar o chapéu: na balada incondicional "Dear Marie", Mayer coloca solos country e mescla com a bateria simples, mas destacada de seu grupo. Isso tem um significado: em Paradise Valley , Mayer encontrou a calma e a tranquilidade para viver em paz. Repetindo a fórmula do ano passado com Born and Raised , Mayer trabalha na produção com Don Was e mergulha definitivamente na rica história cultural dos gêneros musicais norte-americanos. Entre muitos destes gêneros, o blues e o folk são mais centrados e focados nos papeis principais de Paradise Valley . Muitas de suas canções soam amplamente serenas, com todos os seguimentos simples de pequenos riffs bluesísticos e falsetes vocais bastant...

Bob Dylan, 'Another Self Portrait (1969-1971): The Bootleg Series Vol. 10'

O renomado jornalista da Rolling Stone dos Estados Unidos, Greil Marcus, escreveu a resenha original do décimo disco de Bob Dylan, o álbum duplo Self Portrait , lançado em 1970: "Que merda é essa?". Talvez, esta seja uma das frases mais famosas da história da imprensa da música. Como é um fato verdadeiro, o mesmo Greil Marcus que escreveu isso agora esteve presente tendo escrito o encarte desta coletânea de músicas inéditas das sessões de Self Portrait e mais algumas de New Morning , seu sucessor no mesmo ano.  Incondicionalmente, este é um dos trabalhos mais ambiciosos em termos de coletâneas. Além do âmbito estritamente voltado a mudança de Dylan em relação das décadas de 1960 e 1970, Dylan mudou seu estilo, e aqui já dá para perceber. Com todas estas faixas guardadas por mais de vinte e trinta anos, estava claro que deixá-los trancados a sete chaves não era a coisa certa. Muitas vezes, estas "velhas" gravações se parecem muito com gravações recentes e...

Selena Gomez, 'Stars Dance'

Todos estes discos pop de pivetes querendo se tornar algo a mais na vida estão começando a me fazer crer no Juízo Final. Com Justin Bieber lançando três novos álbuns e colocando um tipo de câncer musical em todos os nossos ouvidos, o pior está aqui. Selena Gomez dá uma acenada para Rihanna e tenta ser sexy como Britney Spears. O que dizer desta porcaria sem nenhuma importância, senão para quem curte este tipo de som – na maioria das vezes vindos do sexo feminino? Tudo começou tão ruim logo no começo com "Birthday", mas nem as onze faixas restantes conseguiram melhorar todo o clima que a primeira faixa estragou. Depois de ter um relacionamento com Bieber, na qual terminou no ano passado, devo admitir que eles tem tudo em comum, pois em termos financeiros, os dois astros já são os "campeões" nesse ramo. Eles realmente se combinam, porque assim como Bieber, Selena não chegará a lugar nenhum. Por Leonardo Pereira

Backstreet Boys, 'In a World Like This'

Reflexivamente, o que leva ao Backstreet Boys voltarem novamente, mesmo sendo a sua formação original? Talvez a pedida de seus fãs, mas eu não creio muito em tal alternativa. Em 1999, o quinteto colocou grandes sucessos nas paradas americanas, mas agora o tempo passou. Não estando mais nos holofotes, eles decidem voltar com um disco que captura as raízes dance eletrônicas e com um single estranho como "In a World Like This", a faixa-título que é uma espécie de metáfora totalmente contada através da sonoridade que a torna menos audível nos dias de hoje, pondo os melhores momentos do Backstreet Boys no início da década de 2000 no ralo, estragando o momento glorioso que eles tiveram. Por Leonardo Pereira