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Bob Dylan, 'Tempest'

O trigésimo quinto álbum de estúdio de Bob Dylan começa com um trem explodindo. Basicamente, todas as sonoridades tem na primeira faixa, "Duquesne Whistle", são muito bem aproveitadas por Dylan, como sempre. Uma onda de grande inspiração ronda Tempest , talvez o álbum mais obscuro e deprimente de toda a carreira do músico norte-americano. Na imaginação de Dylan em "Duquesne Whistle", ele imagina uma mulher sorrindo através de uma cerca. É espantoso o que "Duquesne Whistle" sugere, o quanto pode ser canalizado através de um som tão simples. Essa noção define a carreira de Dylan, e, especialmente, no que ele produziu na década passada – a música construída a partir de formas tradicionais e temas de assuntos eternos como o amor, a luta e a morte. Com seu estilo jazzístico de groove pré-rock, "Duquesne Whistle" poderia ser de qualquer um dos três últimos álbuns de Dylan, Love and Theft (2001), Modern Times (2006), e Together Through Life ...

11 de setembro: o dia que nunca mais foi esquecido

Há dez anos atrás, eu apenas me lembrava que eu era um menino que só se preocupava em me divertir com os meus brinquedos. Naquele 11 de setembro, exatamente numa terça-feira, eu me lembrava dos noticiários em todos os canais de televisão transmitindo aquela tragédia que chocou a mim e ao resto do mundo inteiro. Aquilo foi algo que fez com que os corações de todas pessoas se tornaram em um único e doloroso sentimento de perda. Sabe, por mais que eu fosse brasileiro, eu também sentia a dor das pessoas, as fumaças escuras, a explosão, o World Trade Center caindo em sua destruição culminando em uma enorme envergamento de fumaça. Praticamente tudo parou! A música, a TV, a hora, as árvores, e até o ar parou de circular normalmente. Eu me lembro de estar acompanhado frente a TV, sem me desgrudar do terrível acontecimento, e eu me lembrava como se fosse hoje. Eu era pequeno e eu pedia para minha mãe para que algo fosse feito, como se realmente alguém pudesse resolver aquele problemão. A...

2 Chainz, 'Based on a T.R.U. Story'

Nos anos '90, Tauheed Epps tem feito sucesso como um rapper bastante introspectivo, quando ele fazia uma parceria com Playaz Circle. Agora recentemente, ele colocou um apelido de 2 Chainz, e ainda por cima o seu som se transformou em um hip-hop mais promíscuo, hilariante, mas com uma boa parcialidade nas batidas, o que mostra um trabalho muito bem realizado, principalmente em "Birthday Song", single que foi gravado com a participação especial de Kanye West, o maior rapper negro da atualidade. Por Leonardo Pereira

Art Garfunkel, 'The Singer'

Este conjunto de dois CDs reúnem os maiores sucessos de Art Garfunkel, ex-parceiro de Paul Simon na formação clássica folk do Simon & Garfunkel durante os anos 1960. Dos famosos sucesos de seu ex-duo musical, temos os incomparáveis e reconhecíveis "The Sounds of Silence" e "Bridge Over Troubled Water". Mas além disso, temos seus projetos solos aqui bem representados, alguns regravações como "Disney Girls", dos Beach Boys. Para ser bem sincero, The Singer competentemente é um trabalho revelador do início ao fim. Mas a magia contida na voz de Garfunkel é maravilhosamente interpretada em grandes realizações, como na versão ao vivo de "For Emily, Wherever I May Find Her", assim como "Perfect Moment", que também surpreenderam os nossos ouvidos autenticamente; um dueto com James Taylor na canção "Crying in the Rain", dos Everly Brothers, que bate com toda sua força soando na medida, mas porém, sem se esquecer que a ve...

Animal Collective, 'Centipede Hz'

Dentro do 10º álbum de estúdio do Animal Collective, uma banda experimentalista neo-psicodélica, há o melhor trabalho do grupo desde muitos anos. Mas o que mais chamou a atenção é que Centipede Hz explora sua música ao extremo: era como colocar um exército de soldados psicodélicos enfrentando uma grande batalha em busca do topo. Mas veja bem, esse grupo são místicos do indie-rock que acabaram vindo do submundo do underground – justamente o que o Grateful Dead era para a cena musical de San Francisco ou que o Television havia sido para os punks da CBGB. Embora eles terem iniciado suas carreiras nos anos '2000, eles já haviam mostrado seu grande propósito: fazer o mundo entrar nessa vibe positiva e refazer o que grandes artistas como Janis Joplin, Jimi Hendrix e o próprio Grateful Dead fizeram para a cultura psicodélica. Embora Centipede Hz fosse apenas "mais um tipo de experimentação sonora e esquisita", este novo trabalho do grupo veio para impactar as pessoas. ...

Os 10 Melhores Álbuns dos Rolling Stones

1. 'Exile on Main Street' (1972) Dada a amplitude absoluta do álbum dúplo dos Stones de 1972 que foi amado pela crítica e que permaneceu beijando este clássico ao longo dos anos, a aparência e o topo de Exile on Main Street veio como uma grande surpresa. O que pode ser mais surpreendente para alguns é o fato de que o álbum, após o seu breve lançamento, não foi especialmente recebido. Mas, com 40 anos de retrospectiva, é claro que este foi, e continua sendo, uma parte ridiculamente abundante de trabalho. Desde os sucessos "Tumbling Dice" e "Happy" à programação implacável das faixas no álbum – "Rip This Joint", "Shake Your Hips", "Sweet Virginia", "All Down the Line" – você literalmente ouvirá algo de outro mundo.  2. 'Let It Bleed' (1969) Entalado entre Beggars Banquet e Sticky Fingers , em dezembro de 1969, Let It Bleed trouxe os Rolling Stones para o que muitos consideram de sua apoteose cria...

Bloc Party, 'Four'

Depois de demitirem e recontrarem o vocalista Kele Okereke, Four é um festival inteiro de guitarras pesadas gravadas agressivamente como um punk-rock, apesar de não ser absolutamente isso. Mas também, as faixas não possuem falsete, enquanto ouço uma distorção muito frágil e as letras soam semelhantemente como uma espécie de discurso anti-tempestuoso ("We're Not Good People"), até se aproximar do gênero thrash metal. No momento, esse é o melhor trabalho do Bloc Party desde sua estréia em 2005. Por Leonardo Pereira