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R.I.P. Lou Reed

Lou Reed, compositor e guitarrista massivamente influente, morreu ontem, dia 27, aos 71 anos. A causa de sua morte ainda não foi divulgada, mas Reed havia passado por um transplante de fígado em maio desse ano. Ficou marcado por ter ajudado a moldar por quase cinquenta anos o rock & roll. É uma morte que foi e continuará sendo sentida por todos os fãs incondicionais do rock & roll. Nos anos 1960, com o Velvet Underground, Reed fundiu todos os elementos da música européia, trazendo e misturando um novo estilo lírico para a poesia do rock & roll. Como um artista solo, foi altamente criativo, a partir dos anos 1970 até 2010. Em 2011, em parceria com o Metallica, Reed lançou Lulu , contendo bastante experimentalismo entre o seu rock totalmente característico e o metal da banda americana. Em cada momento de sua carreira solo, Reed foi camaleônico e imprevisível, desafiando os seus fãs em cada busca por nova inovação. Sempre de mente aberta, aceitou com unhas e dentes o...

Katy Perry, 'Prism'

O terceiro álbum de Katy Perry, Teenage Dream , foi um grande sucesso e se estendeu por dois anos com uma grande turnê mundial que até apareceu no quarta edição do Rock In Rio, realizada em 2011. Depois do resultado, tivemos que esperar três anos para que a cantora lançasse seu novo disco de inéditas multifacetado por trás da diversão e do brilho pop. Todas as características contidas em Prism — seu quarto e novo álbum — são prismadas como todas as faixas descobertas aqui. Quando o álbum começa com "Roar", o primeiro single que alavancou posições nas paradas e que levantou o mundo pop alguns meses atrás, o ambiente sonoro é completamente contagiante e divertido.  Em outras faixas como "Legendary Lovers", o fator musical é o mesmo de Teenage Dream . Ainda há uma certa influência do seu disco anterior. Uma lista repleta de baladas que algumas vezes, ela coloca conotações de bom senso de humor, uma característica um pouco desimportante e que fez de Teenage D...

Pearl Jam, 'Lightning Bolt'

Concerteza, Lightning Bolt é o álbum que o Pearl Jam não havia conseguido realizar nos anos 2000, e que só agora, concebiu realizar. Com canções fortemente comparadas ao seu tempo de ouro na década de 1990, a banda liderada por Eddie Vedder simplesmente arregassou as mangas e fez de seu décimo disco uma grande exceção que os seus materiais passados marcaram como um grupo que definitivamente tentou destruir sua própria fama na última década.  Acho que seria bastante apropriado dizer isso, mas o Pearl Jam se tornou em seus próprios heróis. Há qualquer tipo de exagero, tanto nas guitarras — que é e sempre foi uma das características poderosas da banda — como no geral. Aqui, a banda tem mais vida, mais motivo para aparecer, e de forma bem convincente. Por exemplo, em "Getaway", Vedder canta sob um riff forte de guitarra e uma bateria que conduz a energia que a banda de Seattle se motivou a mostrar.   Mas as primeiras aparições de sofisticalismo permeiam em Lightnin...

Paul McCartney, 'New'

Paul McCartney não se dá por satisfeito. O ano passado, ele lançou  Kisses on the Bottom , um disco repleto de particularidades e regravações de grandes sucessos de seu passado que o fizeram feliz em sua infância. Porém, não foi um disco muito esperado por seus fãs e beatlemaníacos fanáticos no mundo inteiro. Talvez, o grande problema foi que sua sonoridade fora refinada demais para as características que o aclamaram em sua carreira solo. Levando todos estes fatores, New , seu primeiro material com canções inéditas em algum tempo, se aproxima mais da música atual, entrando na conversa pop do nosso cotidiano. Há muitos anos, McCartney nunca esteve tão bem com sua cabeça e inspiração como ele está aqui. Na faixa que abre o disco, "Save Us", um som bastante particular como a sua antiga banda, o Wings, me veio à cabeça. Relutantemente, das treze canções novas de New , McCartney coloca sua experiência e sabedoria que ele tem no rock & roll. Não dá para deixar de fora de ...

Panic! at the Disco, 'Too Weird to Live, Too Rare to Die!'

Faz nove anos que este power trio de Las Vegas mistura o pop-punk, alternativo e o indie com sonoridades e batidas eletrônicas. Nesses rápidos nove anos, o Panic! at the Disco já lançou três discos de forte reconhecimento em nossos tempos. Porém, o que faz de Too Weird to Live, Too Rare to Die! — seu quarto álbum e um dos mais dançantes desse ano — simplesmente me fizeram torcer o nariz para este tipo de estética. Sinceramente, prefiria últimos três discos. Contendo uma versão mais pop, "Girls/Girls/Boys" parece mais um single lançado pelo Big Time Rush do que o próprio Panic! at the Disco. No final das contas: seu quarto álbum soa musicalmente estranho.  Por Leonardo Pereira

Cage the Elephant, 'Melophobia'

Em seu terceiro álbum, o Cage the Elephant trouxe novamente toda sua influência e atitude chave para a sua sonoridade de garagem dos anos 1960 e 1970. Contendo uma som virtuoso e novo, a banda de Kentucky soa completamente fantástico neste álbum que cheira muito ao estilo Jack White, em seu tempo de carreira solo. Como a faixa que abre Melophobia , "Spiderhead", soa completamente perfeita para um início de disco, mudando rotineiramente de gênero, colocando energia e acalmando o estilo. Mas a banda sabe muito bem mostrar o que sente em "Come a Little Closer", com um rock totalmente eclosivo e lento, daqueles que te fazem parar completamente. As guitarras elétricas e sujas também aparecem em "It's Just Forever", algo que me lembra repentinamente os Rolling Stones, Jimi Hendrix e as letras de Matt Shultz se mostram cada vez mais paranóicas, na qual significa que desde a estréia do grupo em 2008, que este fator faz parte das características centrais...

Miley Cyrus, 'Bangerz'

Depois de três álbuns, Miley Cyrus finalmente entendeu o recado e decidiu virar mulher e deixar de lado os pequenos sucessos de adolescente que a estabeleceram e a tornaram como a Hannah Montana, da Disney. Em Bangerz – seu quarto e mais direitinho disco –, Cyrus se entrega de vez em todas as sonoridades atuais da música pop. Ela tenta ser tão sexy como Beyoncé, inapropriadamente sacana como Britney Spears e abrasivamente extravagante como Lady Gaga. Suas canções se misturam entre o rap e o R&B, mostrando uma cantora de mente aberta, mas um pouco desconcertada quanto ao estilo que ela queira seguir. "Wrecking Ball", de Cyrus, praticamente arrematou os fãs do pop: Muitos diriam que Bruce Springsteen ficaria com ciúmes. Eu garanto que não. Por Leonardo Pereira