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Japandroids, 'Celebration Rock'

Acredite, esse aqui é um novo clássico do rock, e se ainda não é, provavelmente será. Vamos voltar no tempo, mais precisamente nos anos 1980, com aquelas sonoridades incríveis, singles vendidos e aqueles álbuns marcantes. Quando Bruce Springsteen lançou Born in the U.S.A. em 1984, a reação do público e a crítica foi a mesma. Agora, com Celebration Rock , o grupo de Vancouver, Japandroids, tem uma arma poderosa de grande apelo comercial e musical. As guitarras soando como se fossem totalmente libertadas, as baterias afiadas e as letras são um forte fator que poderá consagrar Celebration Rock . Em "Adrenaline Nightshift", a banda coloca toda sua energia com uma precisão pouco vista atualmente. E vemos oito faixas sincronizadas, com a sintonia não só da banda, como o do público também. Com Celebration Rock , os velhos tempos podem voltar novamente diretamente para o século 21. Por Leonardo Pereira

Woody Guthrie, 'Woody at 100: The Woody Guthrie Centennial Collection'

Esta sumptuosa festa de aniversário do cantor americano mais popular é um verdadeiro presente para nós: dois CDs de suas maiores canções e gravações, principalmente em meados dos anos '40, e um disco de raridade iluminada, incluindo o que é dito ser o primeiro álbum de estúdio de Guthrie em 1939. Woody at 100 também vem repleto de lembranças do quanto as dificuldades americanas se assemelham na época da Grande Depressão durante os anos '30, nas canções deGuthrie: a generosidade da pobreza para a mesa do homem rico em "Pastures of Plenty"; a linha em "Pretty Boy Floyd" sobre os bandidos que sujam a bandeira americana.  Guthrie não nasceu na luta diária, mas sua família prosperou muito bem em Oklahoma. Mas ele respondeu à calamidade e as desigualdades de seu tempo com uma energia incisiva. Em "Do Re Mi", lançado pela primeira vez em que a crise econômica rebaixou os Estados Unidos de vez, fazendo com que um monte de americanos perdessem ...

Um giro pela história

Antes de dizer, vou mostrar como uma nova forma de música pode ser tão acerrado quando ela é utópicamente revolucionário. Nos primeiros anos e décadas, o rock & roll foi a peça chave de grande aclamação. No período de 1955 até a década de 2000, o rock & roll tem reinado no trono mundial da música pop, entre cada gênrero e subgênero que eram criados, reinventando de forma imparcial a história da música.  Mas sabe, nada disso teria sido um longo e grandioso reinado se um garoto negro e homossexual, que amava tocar piano de forma tão ligeiro e tivesse a obrigação de usar maquiagem para parecer um legítimo branco tivesse a coragem de se impôr em meio a um cenário em que os brancos  estavam prestes a dominar. Este garoto ousado se chama Little Richard. Se você ouvir as canções de Little, você pode perceber que aqui é a primeira vez que um cantor de rock gritou na vida, o que isso eu já tinha visto em algumas bandas como o AC/DC, Nirvana e Aerosmith.  Da...

Smashing Pumpkins, 'Oceania'

Billy Corgan nunca facilitou as coisas para si mesmo ou para os outros. Oceania é um "álbum dentro de outro álbum" e nas 13 novas músicas do Smashing Pumpkins, o que vimos foi um aperfeiçoamento musical pequeno, porém, bem aceito, e tudo isso começou quando eles tiveram uma idéia infeliz de lançar seu disco cover de The Dark Side of the Moon do Pink Floyd em 2009. Felizmente, as canções soam muito parecidas com o melhor momento deles – seu grande altar do art-rock de Gish (1991) e Siamese Dream (1993) – o que isso faz com que eu possa gfazer comparações: "One Diamond, One Heart", a banda parece um Yes em estilo musical alemão. Em "Violet Rays", ele resume a sua visão de cura para a humanidade: "I'll kiss anyone tonight" (Eu vou beijar alguém hoje à noite), como se o mundo sem amor de hoje tivesse solução. Por Leonardo Pereira

Rush, 'Clockwork Angels'

O primeiro álbum do Rush em cinco anos não é apenas um dos estilos notórios da banda; é muito bom também – frenético e pesado, baixa em níveis de pensamento, mas no alto do poder musical e ritmico do trio. Mas o que é sempre colocado em uma resenha de algum álbum do Rush é o seu poderoso hard-rock misturado com o embalo do heavy metal altamente produtivo e criativo; na faixa-título, a banda repete seu virtuosismo dos anos '70, quando eles obtiveram o topo, e "Wish Them Well" detém uma qualidade sonora da bateria de Neil Peart inesquecível. Por Leonardo Pereira

Public Image Ltd., 'This Is PiL'

Na última vez que John Lydon voltou para o ramo musical, ele fez um último álbum, reuniu os Sex Pistols e apareceu na TV como um concorrente de reality show em um porta-voz da vida no campo, na qual se tornou um grande Kelly Ripa do punk-rock. Mas This Is PiL prova que os insultos de sua voz aindas são deliciosos. É difícil apontar uma ferramenta enferrujada, e as letras de Lydon são muitas vezes ofuscadas pela guitarra penetrantes de Lu Edmonds. Mas algumas músicas são antagônicas, especialmente "One Drop", no meio de um reggae ritmado em contratempo.   Por Leonardo Pereira

Neil Young & Crazy Horse, 'Americana'

A primeira faixa de Americana – primeiro álbum de Neil Young com o Crazy Horse desde Greendale , de 2003 – é uma mescla de guitarras totalmente desajustadas logo no início da canção, mas depois, os coros vocais do Crazy Horse começam a aparecer do nada, dando um tom à letra e a melodia, uma espécie de obcessão pela faixa. "Oh Susannah" começa muito bem com os seus ajustes e a voz característica de Young. Mas sabe, há muito o que falar aqui. É inexplicável porque Young preferiu lançar um álbum com canções que refletem apenas toda a cultura norte-americana, do que canções novas, inéditas. Talvez ainda a confiança neles mesmos ainda não tenha voltado como nos velhos tempos, e mesmo voltando contra a maré, Young não tem medo de arriscar e, por incrível que pareça, seu tributo aos Estados Unidos não é ruim. Em "Clementine", há uma espécie de espítito roqueiro guardado que Young coloca tudo para fora, o que ele justamente não fazia em seus discos anteriores, s...