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VM: As 10 Melhores Músicas de 2012


Taylor Swift nos rouba novamente com suas belas canções country-pop; Bruce Springsteen se mostra um verdadeiro profeta e pregador americano na Grande Recessão; Jennette McCurdy se torna a mais nova estrela a integrar a lista das melhores e o Alabama Shakes rouba a cena de todos.


1. Alabama Shakes – "Hold On"
O Alabama Shakes simplesmente é uma revelação e me chamou muita atenção, e o engraçado é que não foi só por mim. Ouvi "Hold On" e ela não saiu mais da minha cabeça. É impressionante saber que um  grupo jovem de rock & roll que mistura os ritmos mais agradáveis de ouvir que estavam esquecidos por todos na história da música ainda tem a grande inspiração para chamar a atenção e mover multidões. É assim com Brittany Howard, uma cantora de 20 e tantos anos de Athens (Alabama), que reencarnou o fantasma do rock & roll e do soul dos anos '60 sem recorrer aos exageros ou imitações baratas. A linha de guitarra executada por Heath Fogg é cheia de funk empoeirado e a cozinha formada por Zac Cockrell e Steve Johnson segura o ritmo da música. Depois aparece as letras, uma linha mais bem elaborada que a outra: "Abençoe meu coração e minha alma/Não achava que chegaria aos 22 anos", ela canta em um estilo rouco, uivando ao luar. Além disso, a música em seu todo, fala sobre nunca desistir de seus sonhos. Para todas as pessoas deste enorme globo, "Hold On" é um hino em favor da luta diária do ser humano, e é pela sua temática e seu grande som que é a melhor música de 2012.



2. Taylor Swift – "We Are Never Ever Getting Back Together"
O novo sucesso de Taylor Swift chamou a todos para incluir em suas playlists no iPod, iPad e em seus celulares, é a carismática e princesa do country que está de volta com toda a força, após descansar com seu antecessor, o bem sucedido Speak Now, de 2010. Para a surpresa de todos, ninguém esperava que Swift fosse nos dar em troca um ritmo especialmente elaborado como se fosse para os adolescentes, tal como sua letra meio tosca, mas ambiciosa e perfeita para o ritmo alegre que a canção nos manifesta. Mas é assim que as coisas funcionam, principalmente para Swift, que conseguiu o pináculo de sua música.



3. Neil Young e Crazy Horse – "Ramada Inn"
O épico de mais de 16 minutos que lembra os velhos tempos de Neil Young nos anos '70, fala sobre um relacionamento de longo que gerou filhos. Apenas o tempo resolve se esta raridade nova que está no novo álbum de Young, possa ser sua obra musical desta nova década, pois a música tem a cara de ser destaque em todos os sentidos do rock & roll, seja no rock pesado propriamente dito ou seja na improvisação. São 17 minutos de pura magia e prazer.



4. Bruce Springsteen – "Rocky Ground"
Esta fusão ousada de hino gospel com batidas simples de hip-hop ligou Springsteen e sua vibe como um profeta e pregador para as grandes arenas. A música é uma alta avaliação sombria do estado americano e sua igualdade social; ao vivo, Springsteen apareceu sob os holofotes como uma grande promessa de esperança – provando que o caminho certo para ouvir essa música do ano não foi no iTunes.



5. Jack White – "Sixteen Saltines"
White não tinha liberado um riff tão agressivo desde "Seven Nation Army", e o une com seu falseto mais descontrolado enquanto testemunha sobre estar enfeitiçado por uma diaba. Relativamente, White se libertou de todos os seus ex-grupos e Blunderbuss – seu primeiro álbum solo – fez isso se tornar possível, principalmente esta jóia de riffs bluesísticos tão fnatásticos que nos lembram os grandes anos '50 e '60.



6. Bob Dylan – "Pay in Blood"
Talvez a música mais cruel de Tempest, seu novo álbum, Dylan evoca uma figura demoníaca – um grande militar, político, presidente, escolha seu veneno –, enquanto o brilho das guitarras soam de forma musical como um canivete. "Nossa nação precisa ser salvo e livre", Dylan canta, explicando os problemas com "Eu pago em sangue, mas não com o meu." É como um campo de batalha reprisando sua música de protesto dos anos '60, "Masters of War", de seu lendário disco folk The Freewheelin' Bob Dylan, de 1963.



7. Bruce Springsteen – "We Take Care of Our Own"
A faixa de abertura de seu 17º álbum, Wrecking Ball, "We Take Care of Our Own" fala de momentos difíceis para todos nós. A economia está praticamente falida – não vamos nos enganar, portanto, Bruce Springsteen canta em nosso favor, como um verdadeiro "ícone da classe trabalhadora", mas que também trata de um desafio, evocando o furacão Katrina em Nova Orleans.



8. Jennette McCurdy – "Stronger"
Em seu primeiro álbum, Jennette McCurdy – atriz da série Nickelodeon, iCarly – mostrou que tem um grande talento, e com sua sinceridade de não ter confiança em si mesmo, McCurdy se mostrou perfeita poeticamente em "Stronger", uma grande música baseada em seus sentimentos, tanto como seus problemas amorosos quanto os seus conflitos amigáveis; acabou sendo a única canção dela que entrou na Billboard.



9. The Rolling Stones – "Doom and Gloom"
Os Rolling Stones voltaram após sete anos sem lançar nada e sem fazer turnês. É um blues apocalíptico que é um chute na boca, que soa como "Start Me Up" depurado para um futuro de zumbis, guerra e caos ambiental. Mick Jagger estica a palavra "screw" como se estivesse apertando um parafuso no mundo, embora a música não soasse como nos melhores momentos do grupo.



10. fun. Featuring Janelle Monáe – "We Are Young"
"Algumas noites eu desejo que os meus lábios pudessem construir um castelo", Nate Ruess canta em "We Are Young", uma ode vocal ao seu grande grupo favorito, o Queen setentista. Muito mais do que uma mera canção, foi este single que deu ao trio de pop-rock o estrelato, e simplesmente com um single que foi um dos mais tocados em 2012. Não é atoa que "We Are Young" deve ser incluído em suas playlists. 



Por Leonardo Pereira

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