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Van Halen, 'A Different Kind of Truth'



Isto aqui é uma grande conquista, e ponto final. E como sempre, a expectativa para este grande acontecimento é o grande motivo para ouvir e comemorar. Quando David Lee Roth e o Van Halen seguiram seus caminhos diferentes nos anos 1980, quem pagou todo o preço por causa desta separação? Todos nós. Os fãs do Van Halen sofreram durante anos, esperando esta grande volta. Não precisamos que seja igual aos lendários discos Fair Warning ou Van Halen II, nem sequer precisa ser algo como Diver Down. Talvez ainda nós não estivessemos percebidos que eles apenas fizeram uma grande, grande pausa.

E como resultado de um grande trabalho, A Different Kind of Truth é o melhor trabalho do Van Halen em muitos anos, e especialmente, ele chega muito mais perto que 1984 (1984) do que precisamente 5150 (1986). Não se trata de uma reunião, muito pelo contrário, o Van Halen veio para ficar, e desta vez é muito sério. Embora o grupo tenha tomado proporções diferentes na era Sammy Hagar, de 1986 até 1995, a forte sonoridade havia sido esquecido e seu público estava baixando cada vez que a banda tentava achar novas tentativas de continuar em frente, ainda que, defeituoso. Mas quanto a isso, tudo o que tem de melhor no Van Halen está aqui em A Different Kind of Truth. Experimenta ouví-lo agora. É uma passagem sonora tão carismático de hard-rock que você nunca mais se esquecer do tamanho feito que este disco veio em uma época atual em que o hard-rock está esquecido.

O disco é o primeiro álbum de estúdio do Van Halen desde o fracasso de Balance, lançado em 1995, e Van Halen III, de 1998 e com Gary Cherone nos vocais. Mas o guitarrista Eddie Van Halen redescobriu os sintetizadores de sua guitarra soando novamente como nos anos 1980, uma meteórica explosão de efeitos sonoros, riffs e os solos mais desconcertantes de todos os tempos. "Stay Frosty" é um hard-rock na medida, a cada passo rápido em que o álbum vai seguindo. Enfim, tudo aqui vai sendo seguido, até a questão de "Tatoo", o primeiro single do disco, um rock altamente levado a contramão e depois seu som é ampliado com todo o gás, trazendo um novo rumo para o seu som, e seu grande firmamento musical.

Se as músicas foram baseadas em fitas demo realizadas nos anos 1970, isto é uma estratégia inteligente, porque, onde quer que estas 13 faixas tenham saído, não teria sido a mesma coisa se eles tivessem se inspirado em coisas de menor brilho musical. Um grande exemplo disso, e que depois de 1986 em diante, o Van Halen encontrou-se em seu melhor momento, mesmo lançando verdadeiros e consideráveis hits, mas desta vez, era algo mais pop, com mais teclados e menos guitarras, como em "When It's Love", do álbum 5150. Muito pelo contrário, você vê toda a raiva, vontade e atitude desenterrado pelo grupo agora em ação em "As Is", um meteórico punk-rock altamente louco com um grande aperitivo hard-rock para qualquer fã de rock & roll, seja os mais ecléticos ou os mais apaixonados pelo gênero.

No final, mostrou ser um material de amplo talento, um amplo talento que tinha sido perdido com o tempo. Afinal de contas, o Van Halen voltou para ficar, assim como qualquer outra banda de hard-rock ao velho estilo AC/DC, só que hoje, os australianos não estão nada bem no ramo ultimamente. O Van Halen consegue este feito, por ainda continuar jovem o bastante para manter seu nome como um grande livro que nunca se cansaram de ler e reler, mesmo depois de serem um dos maiores senhores do gênero hard-rock. Sobre a questão da volta deles, este momento é blindado com grande som, agito, música de verdade, e muito mais que isso, o grande e virtuoso espírito do rock & roll que o Van Halen nos ajudou a desenterrar. Sejam bem-vindos novamente.



Por Leonardo Pereira

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