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Paul McCartney, 'New'

Paul McCartney não se dá por satisfeito. O ano passado, ele lançou  Kisses on the Bottom , um disco repleto de particularidades e regravações de grandes sucessos de seu passado que o fizeram feliz em sua infância. Porém, não foi um disco muito esperado por seus fãs e beatlemaníacos fanáticos no mundo inteiro. Talvez, o grande problema foi que sua sonoridade fora refinada demais para as características que o aclamaram em sua carreira solo. Levando todos estes fatores, New , seu primeiro material com canções inéditas em algum tempo, se aproxima mais da música atual, entrando na conversa pop do nosso cotidiano. Há muitos anos, McCartney nunca esteve tão bem com sua cabeça e inspiração como ele está aqui. Na faixa que abre o disco, "Save Us", um som bastante particular como a sua antiga banda, o Wings, me veio à cabeça. Relutantemente, das treze canções novas de New , McCartney coloca sua experiência e sabedoria que ele tem no rock & roll. Não dá para deixar de fora de ...

Panic! at the Disco, 'Too Weird to Live, Too Rare to Die!'

Faz nove anos que este power trio de Las Vegas mistura o pop-punk, alternativo e o indie com sonoridades e batidas eletrônicas. Nesses rápidos nove anos, o Panic! at the Disco já lançou três discos de forte reconhecimento em nossos tempos. Porém, o que faz de Too Weird to Live, Too Rare to Die! — seu quarto álbum e um dos mais dançantes desse ano — simplesmente me fizeram torcer o nariz para este tipo de estética. Sinceramente, prefiria últimos três discos. Contendo uma versão mais pop, "Girls/Girls/Boys" parece mais um single lançado pelo Big Time Rush do que o próprio Panic! at the Disco. No final das contas: seu quarto álbum soa musicalmente estranho.  Por Leonardo Pereira

Cage the Elephant, 'Melophobia'

Em seu terceiro álbum, o Cage the Elephant trouxe novamente toda sua influência e atitude chave para a sua sonoridade de garagem dos anos 1960 e 1970. Contendo uma som virtuoso e novo, a banda de Kentucky soa completamente fantástico neste álbum que cheira muito ao estilo Jack White, em seu tempo de carreira solo. Como a faixa que abre Melophobia , "Spiderhead", soa completamente perfeita para um início de disco, mudando rotineiramente de gênero, colocando energia e acalmando o estilo. Mas a banda sabe muito bem mostrar o que sente em "Come a Little Closer", com um rock totalmente eclosivo e lento, daqueles que te fazem parar completamente. As guitarras elétricas e sujas também aparecem em "It's Just Forever", algo que me lembra repentinamente os Rolling Stones, Jimi Hendrix e as letras de Matt Shultz se mostram cada vez mais paranóicas, na qual significa que desde a estréia do grupo em 2008, que este fator faz parte das características centrais...

Miley Cyrus, 'Bangerz'

Depois de três álbuns, Miley Cyrus finalmente entendeu o recado e decidiu virar mulher e deixar de lado os pequenos sucessos de adolescente que a estabeleceram e a tornaram como a Hannah Montana, da Disney. Em Bangerz – seu quarto e mais direitinho disco –, Cyrus se entrega de vez em todas as sonoridades atuais da música pop. Ela tenta ser tão sexy como Beyoncé, inapropriadamente sacana como Britney Spears e abrasivamente extravagante como Lady Gaga. Suas canções se misturam entre o rap e o R&B, mostrando uma cantora de mente aberta, mas um pouco desconcertada quanto ao estilo que ela queira seguir. "Wrecking Ball", de Cyrus, praticamente arrematou os fãs do pop: Muitos diriam que Bruce Springsteen ficaria com ciúmes. Eu garanto que não. Por Leonardo Pereira

Haim, 'Days Are Gone'

Pela primeira vez, eu percebi uma grande coisa contida neste álbum. Trata-se do Haim, uma banda americana formada por três irmãs e um baterista não relacionado. Elas começaram a tocar desde pequenas, quando os seus pais as encorajavam e incentivavam a tocar. Quem diria que o trio feminino formaria um dos discos mais agradáveis desse ano. Primeiramente, essa afirmação é precisa porque o single "Falling" fundia uma espécie de rock & roll com eletrônica, misturando tons de música pop. A mesma forma é a faixa a seguir, "Forever", que contém um sample de "Wanna Be Startin' Somethin'", de Michael Jackson, um dos sucessos Top 10 dos anos 1980. Dentro deste conteúdo extremamente otimista e inofensivo, estas três garotas sabem como entreter a todos com musicalidade atual. Por Leonardo Pereira

Arcade Fire, 'Reflektor'

A ambição é um fator importante que decide se a glória vai abraçar tal banda. Pelo menos é o que eu sinto. Concerteza, quando eu olho o conteúdo visual de Reflektor , o quinto disco bem sucedido do Arcade Fire — sendo este, lançado como um álbum duplo — eu vejo os ares de um disco épico sendo pronto para se entregar ao mundo de tal forma como outros grandes álbuns duplos já fizeram. Quando os vocalistas fundadores do Arcade Fire, Win Butler e Regine Chassagne, declararam "Se este é o céu/Eu preciso de algo mais" na poderosa faixa-título, eles não estavam brincando nenhum pouco. Ao longo de uma sonoridade mesclada com disco ao estilo "Miss You", dos Rolling Stones com o pop-rock dos anos 80 que chega muito perto de "Walking on Thin Ice", da Yoko Ono, o Arcade Fire e seu novo co-produtor, James Murphy, do LCD Soundsystem, colocaram idéias magistrais que fazem Reflektor aspirar gloriosamente à grandeza. Nesse trabalho bem desempenhado, o casal que ...

Justin Timberlake, 'The 20/20 Experience: 2 of 2'

Desde que Justin Timberlake voltou para os holofotes com seu quarto álbum,  The 20/20 Experience  em março desse ano  –  e resenhado em julho  – , o cantor simplesmente esteve em alta nesses meses que antecederam a continuação do disco de mesmo nome lançado no início de 2013. Apesar da sonoridade mais soul, R&B e experimental de Timberlake em seu antecessor, The 20/20 Experience: 2 of 2 soa muito mais agitado, contendo mais energia. Porém, esta energia já citada lidera todas as onze faixas de forma desorganizada, fazendo com que este novo CD, que arresém saiu quentinho do forno, não chegue do mesmo nível que seu disco anterior, que se saiu melhor, com uma organização sonora nunca antes ouvido e comentado em um álbum de Timberlake. A sorte é que Timberlake começou o ano com um disco que correspondeu com as expectativas, e não com isto, na qual faixas como "Gimme What I Don't Know (I Want)", "True Blood" e "Cabaret" são considerados os pontos ...