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Delta Spirit, 'Delta Spirit'

Neste álbum, o Delta Spirit mescla batidas de música eletrônica com o rock industrial lento e pop, mas o que separa estas características de seu verdadeiro status: completamente nada. O som de seu terceiro soa totalmente rock indie americano, soul e altamente taxativa em faixas como "Tear It Up", que soa muito agradável voltando aos velhos tempos, nos anos '80, com o A-ha fazendo hits, só que misturado com guitarras, dando à faixa uma potência musical e instrumental indistinta. 7/10  Por Leonardo Pereira

Bruce Springsteen, 'Wrecking Ball'

Wrecking Ball é o pensamento de Bruce Springsteen sobre os Estados Unidos. De fato, estas descrições são bem colocados aqui em seu 17º álbum de estúdio, com seus sentimentos oprimidos, deprimentes e conflituosos em um trabalho que, ao mesmo, se tornou turbulento demais. O que Springsteen coloca aqui é como a América está no momento: acabada. Arrasada por aproveitadores e sofrendo por uma erosão vergonhosa em valores verdadeiramente democráticos e de caridade nacional. A entrega de Wrecking Ball é a amostra perfeita colocada sobre o povo na rosnática "Shackled and Drawn"; o significado duplo na baladadeira "This Depression"; a censura incondicional de "We Take Care of Our Own", uma canção tão obvia sobre os ideais abandonados por todos e a culpa recíproca que nenhum candidato ousaria tocá-lo: A escuridão que acabou, de todas as formas, ultrapassando todos os limites de dentro do território norte-americano, ferindo por dentro do seio capitalista, o ...

Chiddy Bang, 'Breakfast'

Esse álbum de pop-rap abre com um ambiente familiar, com crianças brincando, seguido por um rap de tirar o fôlego de todos os fãs do Chiddy Bang. Na medida em que as faixas se aproximam de uma tonalidade bastante conhecida, as vozes soam totalmente entendidas para os críticos sociais, que é o motivo porque o rap foi criado e levado ao público. Ray Charles ganha um tributo aqui, enquanto que "Whatever We Want" lembra o gêneros nos anos '90, e "Baby Roulette" é uma mistura perfeita com a música eletrônica. Se tem algo para dizer o que isso realmente significa, é agradavelmente bom para o gênero. 7/10 Por Leonardo Pereira

Jay Farrar, Will Johnson, Anders Parker e Yim Yames, 'New Multitudes'

Fazer música é um prazer infindável, principalmente se for algo como Woody Guthrie. Um grupo de músicos mortos regravaram músicas de seu grande mestre e influenciador. E da mesma forma como esta peça reune grandes faixas, Jay Farrar, Will Johnson, Anders Parker e Yim Yames foram a tona com uma grande influência com todo o seu sentimentalismo no country de raíz e também no grande Delta Blues inventado por Robert Johnson e espalhado para grandes admiradores como Eric Clapton, Jimmy Page e Jimi Hendrix. 7/10 Por Leonardo Pereira

fun., 'Some Nights'

O vocalista desse trio de indie-rock, chamado Nate Ruess, possui características bastante semelhantes com cantores líricos da Broadway. Some Nights é uma dessas grandes misturas. Aqui, as faixas dão uma pitada cativante e de uma simplicidade musical que lembra muito o Queen. A faixa título então dá a grande prova da influência: camadas e mais camadas de backing vocals líricos, como a banda britânica fazia antigamente. Tudo aqui soa bem bombástico, assim como foram os registros do Queen. Por Leonardo Pereira

The Unthanks, 'The Songs of Robert Wyatt and Antony and the Johnsons'

Robert Wyatt e Antony Hegarty são um dos maiores compositores de toda a Grã-Bretanha, e aqui, suas canções são interpretadas ao vivo, e de forma ainda mais sentimental, agradável e bonita. O ambiente sonoro é como uma peça de teatro, como no melhor momento britânico com as peças teatro. Mas, de todas as formas, as músicas estão de todas as formas acessíveis para os ouvidos de todos aqueles que adoram ter em mãos um disco ao vivo como este, que não é nenhum pouco útil para quem gosta de rock, mas para quem gosta de tomar um bom vinho e estar na presença da namorada ou namorado. 7/10 Por Leonardo Pereira

Alex Chilton, 'Free Again: The '1970' Sessions'

Para quem não conhece, este cara tocou em uma banda de blues-rock chamada Box Tops. Mas antes do fim do lendário grupo em 1969, o vocalista Alex Chilton já estava preparando o seu primeiro álbum solo. Um ano depois, em 1970, Chilton abandonou o Box Tops para co-fundar o Big Star, os Beatles de Memphis, Estados Unidos. Esta coletânea encontra Alex Chilton em seu melhor momento de ampla inspiração e grandiosidade, com grandes sucessos do fim dos anos '60 e início de '70, e com canções regravadas dos Beatles, Rolling Stones e Beach Boys. Free Again é uma poderosa rajada de blues, country, pop e rock de ampla sofisticação, lembrando o rock dos anos '70, o período em que o rock foi mais que inspirador, criativo e mágico para qualquer artista e fã de rock. 9/10 Por Leonardo Pereira